Aqui, escrevo o que penso,
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Partilho Afectos...

quarta-feira, 29 de julho de 2015

A Charlotte


E porque adoramos animais, e porque adoramos gatos, e porque sim, adoptámos a Charlotte. E a Charlotte é uma gatinha com 9 meses, linda, super meiga e muito brincalhona, que veio dar alegria à nossa vida. Tudo faremos para que viva muitos anos, feliz na nossa companhia, tal como a Blanche.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Em memória da minha Blanche...

BLANCHE
Hoje, o teu coraçãozinho parou. Desististe de viver.
Contigo, foi também uma parte de mim, de nós. Sem ti, ficamos mais pobres, mais sós, e mais tristes. Espero que tenhas partido sentindo o quanto foste amada e querida.
A partir de hoje, não haverá mais troca de olhares, nem os teus miados pequeninos e doces, como sorrisos. Mas ficarão para sempre os nossos momentos, tantos momentos… uma vida.
E, apesar de tão velhinha, foste um exemplo de superação, e vontade de viver.
Durante 21 anos viveste as nossas alegrias e tristezas, e foste a nossa alegria permanente, a nossa ternura, a nossa melhor amiguinha. Enchias a casa com a tua vivacidade. Sem ti, ficou um vazio enorme…
É muito difícil traduzir em palavras tudo o que significaste para nós, sempre fizeste parte de nós, e tudo o que fazíamos era sempre em função de ti, porque te amávamos verdadeiramente, e queríamos estar sempre contigo. Neste momento, em que a dor da perda é tão grande, só posso dizer:
- Obrigada, Blanche, por teres enriquecido a nossa vida. Jamais te esqueceremos.
Temos já tantas saudades tuas, para sempre tantas saudades…


(Escrito por mim no dia 2 de Fevereiro de 2015, dia em que faleceu a minha gatinha Blanche)

Decepção...


As pessoas que nos ferem e nos decepcionam são sempre aquelas em quem confiávamos, por quem sentíamos carinho, afeição, porque para além destes sentimentos, elas possuíam também uma parte do nosso coração... é por isso que dói tanto, é por isso que a alma se cala, é por isso que nos preservamos, até que Deus nos cure...

Cecilia Sfalsin 
Pintura de J. T. Larson

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Canção de Outono


Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...

Tu és folha de outono
voando pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
E vou por este caminho,
certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...

Cecília Meireles

Pintura de Leonid Afremov

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

É a vida...


Na vida, temos que nos reinventar a cada minuto, porque o mundo muda num instante, e não há tempo para olhar para trás. Por vezes, a mudança é-nos imposta, outras vezes, simplesmente acontece. Então fazemos o melhor que podemos: mudamos, adaptamo-nos, e criamos novas versões de nós mesmos…


Pintura de Emerico Toth

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A memória do coração


A memória do coração elimina as más recordações e magnifica as boas, e graças a esse artifício, conseguimos superar o passado.


Gabriel García Márquez

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Navegando...


Apesar dos ventos não serem favoráveis, eu coloco o meu barquinho no mar. Eu coloco e vou navegando, vencendo ondas, vencendo rochedos, vencendo abismos. Vou com o meu barquinho pelas tempestades, e sei que encontrarei um porto seguro com um sorriso na praia, à minha espera…

Caio Augusto Leite

Pintura de Alexei Adamov

sábado, 20 de setembro de 2014

Hoje é o meu Dia


Amanhã posso estar triste, posso decepcionar-me e até mesmo desiludir-me, mas hoje… hoje sou feliz. Feliz pelo que sou e pelo que tenho agora e, mesmo que só por um dia, esquecer-me do que ainda não conquistei.
Hoje permito-me sentir uma felicidade espontânea, despreocupada, sem anseios. Uma felicidade pura, porque hoje é dia de não me importar com o que aconteceu ontem, ou o que será do amanhã.
Hoje é dia de viver o presente. E esperar que ele seja um presente que eu saiba receber, agradecer, e disfrutar com sabedoria, prazer e alegria.

Hoje é o meu dia. Dia de mais um aniversário. Dia de celebrar a minha vida.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Notícias da Blanche


Os anos passaram, e de repente, a minha gatinha começou a apresentar comportamentos diferentes, que nos fez perceber que efectivamente está velhinha. Como sabem, a minha gatinha Blanche fez 20 anos em Fevereiro, e apesar de ter tido sempre saúde, comida de qualidade, carinho e muito amor, já se começa a notar bastante o peso da idade. O envelhecimento chegou com algumas alterações comportamentais e fisiológicas, que geraram a necessidade de algumas mudanças no quotidiano, para lhe garantir uma boa qualidade de vida.

Na parte comportamental, a partir dos 20 anos, já começaram a ser notadas alterações no seu modo de agir, tornando-se ainda mais selectiva com a alimentação. Também começou a ficar menos activa, e sem aptidão para as escaladas e excursões a lugares altos. A higiene também começou a ficar comprometida e, por isso, a ter escovagens mais frequentes para a fazer sentir-se limpa e mais confortável. 
Actualmente já apresenta sintomas da chamada Síndrome da Disfunção Cognitiva ou Doença de Alzheimer dos animais, que se caracteriza por alterações na capacidade cognitiva, que se vai deteriorando. A Blanche às vezes já não sabe onde está, confunde-se nos corredores de casa e já esqueceu algumas coisas que aprendeu durante a vida. Passou a interagir menos connosco, embora vocalize mais do que era habitual. 
Tentamos por todos os meios fazer com que se sinta feliz, e nunca esquecemos que aquela gatinha fofa e activa de antigamente, merece muita atenção, carinho e ainda mais cuidados nesta fase da vida. Esta é uma forma de retribuirmos todas as alegrias e bons momentos passados ao longo de 20 anos ao lado da nossa querida Blanche.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Violeta, Viola Odorata, ou Violeta-de-Cheiro


Um dos meus grandes afectos são as violetas, que cresciam nas hortas e pomares da minha infância. Como eu gostava dessas florzinhas lindas, singelas e perfumadas… Nunca mais as vi, desde há muitos anos, mas pesquisando na internet, aprendi algumas curiosidades sobre elas.
As violetas são muito populares desde a Grécia Antiga. Simbolizavam a paixão que Zeus nutria pela sua sacerdotisa, Io. Mas Hera, sua esposa, louca de ciúmes, transformou-a numa bezerrinha. Zeus, imediatamente, cobriu os campos de violetas, honrando o perfume da sua querida amada. O Imperador Heliogábalo, que governou Roma no século III, era fanático por violetas, mandando decorar o palácio com elas, e usando-a nos vinhos e pratos favoritos. Também tomava banhos aromatizados com as suas flores preferidas.
As violetas também eram as flores favoritas da Imperatriz Josefina, primeira esposa de Napoleão Bonaparte, que foi enterrada com um colar de violetas frescas. Mais tarde quando Napoleão Bonaparte partiu para o exílio, na Ilha de Elba, deixou violetas no túmulo de Josefina.
As violetas crescem naturalmente nas clareiras dos bosques do sul da Europa, e em toda a região mediterrânica. Usada no período Vitoriano, para a fabricação de perfumes, as variedades “Parma” e “Victória” são as mais aproveitadas, usando folhas e flores colhidas manualmente.
As pétalas, conservadas em caldas açucaradas, aromatizam xaropes e são utilizadas em doces de vários tipos.

No paisagismo ficam lindas em canteiros protegidos do sol excessivo e próximos de caminhos para aproveitar seu aroma.