Aqui, partilho afectos.
E escrevo o que penso, do que gosto, do que me inspira.


segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

FELIZ ANO NOVO!

 
Dentro de algumas horas, como se fosse um combóio, um Ano Novo vai chegar a esta estação. Nem todos vão poder ser maquinistas, por isso tentem ser os seu mais divertidos passageiros. Procurem lugares junto às janelas e desfrutem as paisagens com o prazer de quem realiza a primeira viagem. Não se assustem com os abismos, nem com as curvas que não deixam ver os caminhos que estão por vir. Procurem desfrutar a viagem da vida, observando arbustos, flores, lagos, rios, e os tons distintos da paisagem. Desdobrem mapas e planeiem roteiros. Prestem atenção a cada paragem, e fiquem atentos ao apito da partida. E quando decidirem descer na estação onde a esperança lhes acena, não hesitem, desembarquem nela juntamente com os vossos sonhos, pois viver é a única coisa que não podem deixar para depois. Desejo que a vossa viagem pelos dias de 2013, seja de Primeira Classe!
FELIZ ANO NOVO! BONNE ANNÉE! HAPPY NEW YEAR! FELIZ AÑO NUEVO! FELICE ANNO NUOVO! KURISUMASU OMEDETO! AN NOU FERICIT! SHCHASTLYVOHO NOVOHO ROKU!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

A Cúpula das Galeries Lafayette


As Galeries Lafayette celebram este ano os 100 anos da sua famosa cúpula, símbolo da arquitectura Art Nouveau. Construída pelo arquitecto Ferdinand Chanut e pelo mestre vidreiro Jacques Grubern em 1912, a cúpula do edifício das Galeries Lafayette é uma verdadeira obra de arte. Culminando em 33 metros, tem dez feixes de vitrais pintados, presos numa estrutura metálica esculpida com motivos florais. Em cada andar, os parapeitos das varandas estão ornamentados com folhagens e ferragens douradas.
Neste momento o espaço central sob a cúpula está decorado com uma impressionante Árvore de Natal iluminada e com cristais Swarovsky.
As Galeries Lafayette apresentam até dia 26 de Janeiro na sua Galeria do 1º andar, uma exposição denominada “1912-2012, Crónicas de um Percurso Criativo”, organizado pelas Galeries e aberta ao público, com ilustrações, cartazes, e vitrines da época, que nos contam a História das Galeries Lafayette, incluindo a construção da cúpula.

Galeries Lafayette Haussmann
40, bd Haussmann
75009 PARIS

(fotos da net)


 

O Presépio de Notre-Dame

 
O Presépio da Catedral de Notre-Dame é um dos mais belos de Paris, e pode ser visitado até dia 27 de Janeiro de 2013. É um Presépio excepcional, por ocasião do jubileu dos 850 anos da Catedral. Um enorme Presépio siciliano animado, com mais de 25 m quadrados, concebido por um mestre artesão de renome, da cidade de Caltagirone, em Itália, sob a direcção artistica de Michele Salvetteri, arquitecto. Um conjunto decorativo em pedra, madeira e outros materias, que reproduzem cenas da vida rural, segundo a tradição dos Presépios sicilianos. Nele podemos descobrir o modo de vida típico da região de Caltagirone no séc. XVIII, com lagos, pontes, vegetação, colinas e efeitos de luz recreando as paisagens campestres da Sicília. As personagens animadas foram concebidas segundo as técnicas de elaboração no séc.XIX. Este Presépio é o segundo no mundo, em argila e animado.
Ao pé do Presépio foi colocada uma enorme caixa transparente na qual os visitantes, podem deixar uma mensagem de Paz.
Imagem retirada de: evous.fr

domingo, 23 de dezembro de 2012

O meu Natal

 
Dezembro sempre teve para mim, um encanto muito especial... Sempre gostei do Natal. Não do Natal das prendas obrigatórias e excessivas, do consumismo desenfreado, mas sim o Natal tranquilo, doce... E infalivelmente vem-me à memória o Natal da minha infância, cheio de cor, cheiros e alegria.
A árvore de Natal era um pinheiro arrendondado verdadeiro, com o seu cheiro característico, e do qual pendiam bolas coloridas, chocolates em forma de bolas, carrinhos, chapéus de chuva, pais natal, palhacinhos, e umas fitas lindas e cheias de cor. E o presépio... preparar o presépio era o ritual que eu mais gostava. Íamos com o Avô buscar o musgo ao campo, e este era colocado em cestinhos que cada qual levava para depois ser distribuído pela mesa do presépio, onde juntos construíamos a nossa história do Natal, com imensas figurinhas.
A avó, a minha mãe e a minha tia preparavam as refeições e os doces, que eu adorava. Grandes quantidades de filhozes, belhozes, azevias de grão, arroz doce, pudim de mel, nógado... que saudades!
Na minha infância, o Pai Natal ainda cá não vinha. Quem trazia as prendas era o Menino Jesus, que descia na noite de Natal pela chaminé e deixava as prendas nos sapatinhos que lá tinhamos colocado antes de nos irmos deitar. Na manhã do Dia de Natal, mal nos levantávamos íamos logo ver as prendinhas, e ficávamos sempre tão felizes...
As prendinhas eram simbólicas, um chocolatinho, um brinquedo, uma medalhinha em ouro, mas sempre recebidas com sorrisos enormes e alegria.
O meu avô, o meu pai e a minha tia, já há algum tempo que nos deixaram. A minha avó sofreu um avc a semana passada e está hospitalizada. E é para ela que vai o meu melhor desejo este Natal.
Já não quero prendas, quero afectos, quero amor, quero carinho, quero ter sempre junto de mim quem eu mais amo nesta vida.
O meu Natal agora é feito de carinho, de ternura, e doces... FELIZ NATAL!!!

Pintura de Anne Mortimer




quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Librairie des Jardins, uma Livraria nas Tuileries


No “Jardin des Tuileries”, do lado da Place de la Concorde, a dois passos do monumento em homenagem a um dos mais célebres jardineiros, André Lenôtre, encontra-se a  "Librairie des jardins" (Livraria dos Jardins).
Como o seu nome indica, a loja vende principalmente obras consagradas às plantas, frutas, legumes, ervas, parques, jardins e florestas, ou seja, ao reino vegetal e à arte de o cuidar ou embelezar. Livraria especializada, mas acessível ao grande público, demarca-se pelas suas paredes de pedra e a sua abóboda, que lhe conferem um charme bastante peculiar.
A Livraria estende-se num espaço restrito mas bem fornecido, que conta também com recantos para as crianças, com livros e brinquedos e alguns objectos de decoração de interior e exterior.
É o lugar ideal para encontrar um presente para os amadores da natureza, mas também para quem deseje conhecer melhor os espaços verdes de Paris, pois aqui podemos encontrar variadíssimos guias sobre os parques, jardins e bosques parisienses.
 
 
Librairie des Jardins
Jardin des Tuileries, Place de la Concorde, 75001 Paris
Horário: Aberto todos os dias, das 10 às 19h.


quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Expectativas



Hoje, decidi deixar de ter expectativas. De tudo. De todos. Deixar de esperar que as coisas sejam desta maneira ou daquela. Deixar de esperar que as pessoas sejam assim ou assado. Deixar de fazer filmes, de criar ilusões.
A partir de hoje, quero prescindir de ter expectativas em relação à vida. A partir deste momento, não quero esperar mais nada dela. E, seja o que for que a vida me dê, agradecerei.
Também quero prescindir de ter expectativas em relação às pessoas. Assim, se falharem comigo, fico tranquila, pois não esperava nada. Então, se as pessoas forem dóceis, sinceras e carinhosas, se forem amigas, cúmplices e companheiras, como não estava à espera de nada, ficarei grata por isso.
Penso que o ser humano tem expectativas a mais, por isso tem  mais decepções que alegrias, sente mais ressentimentos que gratidão, e  uma alma sem gratidão não vai absolutamente a lado nenhum.

Pintura de Garmash


domingo, 9 de dezembro de 2012


No fundo, é isto a solidão: envolvermo-nos no casulo da nossa alma, fazermo-nos crisálida e aguardarmos a metamorfose, porque ela acaba sempre por chegar.

August Strindberg
Pintura de Geoffrey Tristram
 

A Pastelaria Versailles


 
A Pastelaria Versailles, em Lisboa, fez recentemente 90 anos, e continua elegante como sempre. Conheço a Versailles desde sempre, desde pequenina que a frequento, e é a minha preferida. Como manda a etiqueta, na Versailles os empregados estão vestidos a rigor, com camisa branca, colete cinzento, laço preto e avental branco comprido, e são uma simpatia. Nas paredes, armários-vitrine em madeira, fabulosos, e espelhos enormes, trabalhados, tal como os tectos, dos quais pendem uns lustres lindíssimos. A pastelaria tem uma grande variedade de bolos, biscoitos e salgados e, para além de um excelente café e vários tipos de chá, tem um magnífico chocolate quente nas suas várias versões: normal, à francesa (com mais leite) ou à espanhola (muito espesso). Também tem serviço de restaurante, de qualidade irrepreensível.

Pastelaria Versailles
Avenida da República 15A, Lisboa



 

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Afinidade



Afinidade é não haver tempo mediando a vida. É uma vitória do adivinhado sobre o real. Do subjectivo para o objectivo. Do permanente sobre o passageiro. Do básico sobre o superficial. Ter afinidade é muito raro. Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar. Ter afinidade é conversar no silêncio, tanto das possibilidades exercidas, quanto das impossibilidades vividas.

Artur de Távola
Pintura de Willem Haenraest

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012



Não sei se estou perto ou longe, se o meu rumo é certo ou errado. Sei apenas que sigo em frente, que vivo dias iguais de forma diferente. Não caminho sozinha, levo comigo cada recordação, cada vivência, cada lição. E, mesmo que as coisas não andem da forma que eu gostaria, saber que já não sou a mesma de ontem,  faz-me perceber que valeu a pena.

Pintura de Daniel Gerhartz

sexta-feira, 30 de novembro de 2012



Estranho poder este da lembrança: tudo o que me ofendeu me ofende, tudo o que me sorriu sorri...

Vergílio Ferreira in “Manhã Submersa”
Pintura de Marina Dieul


Um relógio monumental



Este relógio, pintado e decorado com mosaico é o elemento central deste edifício na Rue Reaumur, 61-63, em Paris. A sua construção data do ano 1900. Simplesmente magnífico!


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

 
E não importa quão pesados sejam os dias e as horas que passam, o que realmente precisamos, é de um pouco de leveza na alma, e de todas essas coisas que fazem transbordar o coração...

Pintura de Rosanne Pomerleau

sexta-feira, 23 de novembro de 2012



E existem aquelas pessoas, que por mais distantes que estejam, ainda continuam perto. Aquelas, que passe o tempo que passar, serão sempre lembradas por algo que fizeram, falaram, mostraram, ou nos fizeram sentir. É isso. As pessoas são lembradas pelos sentimentos que despertaram em nós, e quanto maior o sentimento, maior se torna a pessoa.

Caio Fernando Abreu
Pintura de An He

quarta-feira, 21 de novembro de 2012



Doçura é a maestria dos sentidos. Olhos que vêem no fundo das coisas, ouvidos que escutam o coração das coisas, lábios que falam apenas a essência das coisas…

Brahma Kumaris
Pintura de Donald Zolan

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O cipreste no jardim



Na tua presença
Sinto-me pequena,
Insignificante,
E o ser mais amado.
Na tua presença
Nada sei
E tudo vejo.
Na tua presença
O passado e o futuro
Fundem-se no presente.
Na tua presença
O desconhecido revela-se.
Na tua presença
Os problemas esvaem-se.
Na tua presença
Noite e dia
Lua e sol
Tempestade e calmaria
Encontram-se
Numa só nota musical.
E ouço a música,
Bebo do teu calor,
Meu cálice
Se transborda,
Choro,
Rio,
Danço
E canto.
Sinto o amor
Que é meu,
Que é teu,
Que é...
Meus olhos
Brilham nos teus,
Sinto a vida,
O momento,
E olho
Para o cipreste no jardim…

Ma Prem Arsha
Pintura de M.J.Marinho
 

 


segunda-feira, 19 de novembro de 2012



É a possibilidade que me faz continuar. Ainda acredito que tudo é possível…

Pintura de Juan Fortuny

Sapins de Noël Fashion 2012




Por ocasião dos 150 anos do Hotel InterContinental Paris Le Grand e da casa  Ladurée, é o célebre confeiteiro de macarons que organiza a 6ª Edição dos “ Pinheiros de Natal Fashion” do Hotel.
Como todos os anos, o Hotel InterContinental Paris Le Grand, situado por trás da Opéra de Paris, acolhe para as festas de fim de ano uma colecção de “Sapins Fashion” (pinheiros de natal fashion).
Festejando este ano os seus 150 anos, aliou-se a uma outra casa de grande prestígio, que tal como o Hotel também nasceu em 1862, Ladurée. De 1 de Dezembro de 2012 a 12 de Janeiro de 2013, o publico poderá admirar no hall de entrada 6 Pinheiros de Natal imaginados pela casa Ladurée, e decorados, claro está, por…. macarons. De ouro e cahemira, estes bolinhos redondos e coloridos que têm feito sucesso pelo mundo inteiro, servirão de decoração de Pinheiros de Natal estilizados.

Hotel InterContinental Paris Le Grand
2 Rue Scribe, 75009 Paris

O Mercado de Natal dos Champs-Elysées


O Mercado de Natal dos Champs-Élysées é o mais famoso dos mercados de Paris. Os Mercados de Natal são sempre um acontecimento cheio de magia e cor, que alegram o dia a dia da capital francesa.
O Mercado de Natal dos Champs-Elysées é organizado por Marcel Campion, o proprietário da Grande Roda da Concorde, que para além deste Mercado, também organiza a Feira das Tuilleries.
De 16 de Novembro a 7 de Janeiro, o Mercado estende-se da rotunda dos Champs-Élysées à  Place de la Concorde. 170 casinhas vendem produtos de artesanato e gastronomia, onde estão representadas várias regiões de França, e também alguns países estrangeiros. Também se podem comprar objectos de decoração natalícia, e é claro, nalgumas casinhas pode-se comer e beber.
No Mercado de Natal dos Champs-Elysées também existem atracções como carrosséis, pista de patinagem, e à noite os visitantes podem contar com a presença do Pai Natal, com o seu trenó.
 

domingo, 18 de novembro de 2012


Todos sabemos que não somos eternos... mas passamos a vida a adiar...
Amanhã faço... amanhã digo... amanhã vou...
Mas virá um dia em que não haverá amanhã,
e as palavras e os sentimentos vão acabar por morrer dentro de nós,
e afinal é tão fácil dizer: GOSTO DE TI.

Pintura de Alex Lashkevich

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

 
Os segredos estão dentro de nós. Como tudo o que sabemos, também os segredos nos constituem. Também os segredos são aquilo que somos. Quando os seguramos, quando somos mais fortes e os contemos, alastram-se em nós. Desde dentro, chegam á nossa pele. Depois, avançam até sermos capazes de os reconhecer. Então, nesse momento, já não são apenas os segredos que estão dentro de nós, somos também nós que estamos dentro dos segredos.

José Luís Peixoto, in "Dentro do Segredo"
Pintura de Daniel Gerhatz

E a vida vai tecendo laços quase impossíveis de romper…
Tudo que amamos são pedaços vivos do nosso próprio ser.

Manuel Bandeira
Pintura de Donald Zolan

O "Martinho da Arcada"


O café "Martinho da Arcada" é um dos locais mais emblemáticos de Lisboa. Fica sob as arcadas da Praça do Comércio, foi inaugurado em 1782, e ficou sempre conhecido pela sua ligação a escritores e personalidades da cultura.
Um dos seus mais ilustres clientes foi o poeta Fernando Pessoa que quando não estava n’ A Brasileira, costumava fazer aqui as suas refeições e passar longas horas escrevendo, sempre na mesma mesa. As paredes encontram-se decoradas com fotografias do poeta e até tem a cópia do seu Bilhete de Identidade.
Outras  personalidades da cultura portuguesa como o pintor Amadeo de Souza-Cardoso e o poeta Cesário Verde também foram clientes habituais. Actualmente, é sobretudo escolhido por turistas para beber  um café ou um copo na esplanada virada para a Praça do Comércio, mas o Martinho da Arcada também serve almoços e jantares de cozinha portuguesa.

(fotos da net)

 
 

sábado, 10 de novembro de 2012

Dever de sonhar

Eu tenho uma espécie de dever,
dever de sonhar,
de sonhar sempre,
pois sendo mais do que
um espectador de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E assim me construo a ouro e sedas,
em salas supostas, invento palco, cenário,
para viver o meu sonho,
entre luzes brandas
e músicas invisíveis....


Fernando Pessoa
Pintura de Maria Kurbatova

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A Confeitaria Nacional


A Confeitaria Nacional foi inaugurada em  Dezembro de 1829. Baltazar Rodrigues Castanheiro foi o seu fundador. Um confeiteiro que se manteve à frente do negócio até à sua morte, em 1869. Sucedeu-lhe o seu filho mais novo, que tinha o mesmo nome do pai, mas era conhecido por Baltazar Júnior. Durante a sua gerência, a Confeitaria Nacional conquistou o paladar dos lisboetas, contratando confeiteiros em Paris e Madrid, expandindo-se para o andar superior, onde se instalou um requintado salão, dividido em gabinetes, como era costume na época. Com o seu prestígio conseguiu o disputado título de “Fornecedora da Casa Real”, e prémios nas exposições internacionais de Viena, Filadélfia, Paris e Lisboa. Foi o primeiro estabelecimento em Lisboa a ter iluminação a gás e a instalar um dos primeiros telefones de Lisboa, cujo aparelho ainda se mantém no local. Naquela época, a Confeitaria Nacional oferecia aos seus clientes artísticas construções de açúcar e amêndoa, lampreias de ovos e, para comemorar os feitos de Mouzinho de Albuquerque, uns bolos de chocolate que se chamavam “gungunhanas”.  Foi Baltazar Júnior que introduziu em Portugal o “bolo- rei”, depois de uma viagem a Paris, de onde trouxe a receita. Em 1913, um neto do fundador ampliou o estabelecimento e instalou o salão de chá que ainda hoje existe. Foi ele também que estendeu o negócio da confeitaria à pastelaria, iniciando exportação dos doces para o Brasil.
Em 1940 o Presidente da República Óscar Carmona, em sessão solene atribuiu-lhe o diploma de Casa Centenária. Hoje, 180 anos após a sua fundação, a Confeitaria Nacional continua nas mãos da mesma família e mantém inalterada a sua reputação de Casa de Chá, Pastelaria e  Confeitaria. No primeiro andar também se servem refeições.
 
 
 
Confeitaria Nacional
Praça da Figueira nº 18-B, Lisboa
(fotos retiradas da net)
 
 

 


Eu adoro viver! Já me senti ferozmente, desesperadamente, agudamente infeliz e dilacerada pelo sofrimento. Mas apesar de tudo, ainda sinto com absoluta certeza, que estar viva é sensacional.

Agatha Christie
Pintura de  An He

segunda-feira, 5 de novembro de 2012




Hoje, queria um dia
feito de horas… para oferecer.
Porque há dias diferentes.
Dias especiais
Em que queremos encomendar o sol,
A luz do horizonte, a doçura do ar.
Queria oferecer um dia hoje.
Um dia perfeito,
Embrulhado em momentos guardados.
Talvez com uma fita cor de certeza
calma, e um laço pleno de voltas cúmplices.
Só um dia. Dado assim...

Mário Quintana
Pintura de Pino Daeni

sábado, 3 de novembro de 2012







"Amanhã eu fico triste. Amanhã.
Hoje não... hoje fico alegre.
E todos os dias, por mais amargos
E dolorosos que sejam, eu digo:
Amanhã eu fico triste, hoje não."

Este pequenino poema foi escrito por um rapazinho de 8 anos, Motele, na parede de um dos dormitórios de crianças, no campo de concentração nazi de Auschwitz, durante a 2ª Guerra Mundial. É um poema pequenino, mas enorme em significado, que me toca profundamente. Leio-o muitas vezes...

Pintura de Corinne Hartley

sexta-feira, 2 de novembro de 2012


Por vezes, tenho medo do tempo. De quem ele leva, do que ele apaga e do que ele pode trazer...

Priscila Stuani
Pintura de Johan Messely

quarta-feira, 31 de outubro de 2012


Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes. Não tenha medo da vida, tenha medo de não a viver intensamente.

Augusto Cury
Pintura de Lola Pinel

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Uma questão de coragem


Um dia, disseram-me que eu era muito corajosa. Tinha acabado de ser operada. Uma cirurgia que durou mais de duas horas e, para a qual eu escolhi anestesia local. Não queria dormir, queria estar desperta e atenta ao que se passava à minha volta. Tinha 23 anos, uma vida pela frente, e muita coragem e determinação. Mas acima de tudo, tinha muita vontade de viver.
Depois dessa cirurgia, já fiz mais algumas. A coragem, ainda cá está, inabalável, lutando diariamente contra o medo e a angústia, porque a vida tem que ser vivida com alegria, com bravura. A minha luta é diária. Tenho Lupus, e o Lupus ensinou-me a viver a vida no presente, sem planos. Não faz mal, afinal a vida  faz-se no presente. Também me ensinou a não ligar a pequenos problemas de saúde, pois com esses sei bem lidar. O Lupus ensina-me dia a dia  a viver com as minhas limitações, e eu quase já nem dou por elas. Aprendi a viver com a dor, pois como tenho problemas hepáticos não posso estar permanentemente a tomar anti-inflamatórios. Aprendi a andar ao ritmo da doença e consegui. Hoje, só faço o que posso. Nem sempre é fácil, mas acredito que há coisas piores. Adoro viver e nada me vai impedir de continuar a viver a minha vida com alegria e coragem. Tal como dizia Goethe: “A coragem contém em si mesma, o poder, o génio e a magia.” 
E é esta frase que escrevo na primeira página da minha agenda, ano após ano, para que a coragem nunca me deixe e fique sempre comigo, até ao fim, porque sobreviver até é fácil, mas  viver, requer muita coragem.
Pintura de Priscilla Superchi

Brasserie Bofinger





Fundada em 1864, perto da Place des Vosges e da Place de la Bastille, a Brasserie Bofinger é considerada a "mais bela Brasserie de Paris." Fica no coração do Marais, tem  decoração Belle Époque, muito requinte, e a qualidade dos alimentos típicos da Alsácia.

Brasserie Bofinger
5-7 rue de la Bastille, 75004 Paris
www.bofingerparis.com



sexta-feira, 26 de outubro de 2012


Os livros não matam a fome, não suprimem a miséria, não acabam com as desigualdades nem com as injustiças do mundo, mas consolam a alma, e fazem-nos sonhar…

Olavo Bilac
Pintura de Fragonard