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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Montmartre

Montmartre converteu-se num mito durante o Séc. XIX, quando foi tomado por artistas e pintores, que se sentiram atraídos pela seu ambiente pitoresco e vida boémia. Graças à sua incómoda encosta, “la butte”, conservou sempre um ambiente “rural”. Agora está convertido num ponto de atracção turística, mas ainda se respira uma certa nostalgia, o que perpetua a mágica atracção de Montmartre. Foi o lugar preferido e o lar de muitos artistas famosos, que se reuniam nos cafés e nos cabarets, como o Moulin Rouge, cujos cantores e bailarinas se tornaram famosos graças aos quadros de Toulouse-Lautrec. O cubismo nasceu numa construção de madeira, conhecida como o Bateau-Lavoir, situada a meio da encosta, Place Emile-Goudeau nº 13, onde trabalhavam, entre outros, Picasso, Braque e Juan Gris. Na parte mais alta da colina está a famosa Place du Tertre, junto à Basílica do Sacré Coeur.
O museu de Montmartre contém quadros dos artistas que ali viveram e nas estreitas ruas de “la butte” aparecem curiosidades como, por exemplo, as vinhas da Rue de Saules ou os moinhos de vento da tortuosa Rue Lepic.
Foi no “Moulin de la Galette”, um dos moinhos de vento que se conservam em Montmartre, que se realizou um baile popular que serviu de inspiração a Renoir para pintar o seu famoso quadro “Le bal du Moulin de la Galette”, em exposição no Musée d’Orsay.

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