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terça-feira, 6 de novembro de 2012

A Confeitaria Nacional


A Confeitaria Nacional foi inaugurada em  Dezembro de 1829. Baltazar Rodrigues Castanheiro foi o seu fundador. Um confeiteiro que se manteve à frente do negócio até à sua morte, em 1869. Sucedeu-lhe o seu filho mais novo, que tinha o mesmo nome do pai, mas era conhecido por Baltazar Júnior. Durante a sua gerência, a Confeitaria Nacional conquistou o paladar dos lisboetas, contratando confeiteiros em Paris e Madrid, expandindo-se para o andar superior, onde se instalou um requintado salão, dividido em gabinetes, como era costume na época. Com o seu prestígio conseguiu o disputado título de “Fornecedora da Casa Real”, e prémios nas exposições internacionais de Viena, Filadélfia, Paris e Lisboa. Foi o primeiro estabelecimento em Lisboa a ter iluminação a gás e a instalar um dos primeiros telefones de Lisboa, cujo aparelho ainda se mantém no local. Naquela época, a Confeitaria Nacional oferecia aos seus clientes artísticas construções de açúcar e amêndoa, lampreias de ovos e, para comemorar os feitos de Mouzinho de Albuquerque, uns bolos de chocolate que se chamavam “gungunhanas”.  Foi Baltazar Júnior que introduziu em Portugal o “bolo- rei”, depois de uma viagem a Paris, de onde trouxe a receita. Em 1913, um neto do fundador ampliou o estabelecimento e instalou o salão de chá que ainda hoje existe. Foi ele também que estendeu o negócio da confeitaria à pastelaria, iniciando exportação dos doces para o Brasil.
Em 1940 o Presidente da República Óscar Carmona, em sessão solene atribuiu-lhe o diploma de Casa Centenária. Hoje, 180 anos após a sua fundação, a Confeitaria Nacional continua nas mãos da mesma família e mantém inalterada a sua reputação de Casa de Chá, Pastelaria e  Confeitaria. No primeiro andar também se servem refeições.
 
 
 
Confeitaria Nacional
Praça da Figueira nº 18-B, Lisboa
(fotos retiradas da net)
 
 

 

12 comentários:

  1. Hummm!
    Que sonho!
    Um dia ainda visitarei e me deliciarei :)

    Comprei no fds na filial recém aberta em São Paulo os macarrons da Laudreé, comendo eles ontem me senti na França...rsrs...Maravilhosos!
    E a caixinha? Um encanto.

    Meu afeto e desejo de doçura em seu dia \o/

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  2. Obrigado por este novo convite... Um belo artigo. Parabéns!

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  3. Nossa,Lita!Deve ser uma viagem no tempo visitar essa confeitaria!Adorei!bjs,

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  4. Um dos marcos da cultura gastronómica portuguesa.

    Beijos.

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  5. Lita!! Que lindo, a vontade é de estar aí..ainda vou conhecer. Abraços. Sandra

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  6. Lita, que lugar lindo! Acho que uma confeitaria tão cheia de charme, tudo deve ser maravilhoso de se provar!

    No Rio de Janeiro temos a tradicional Confeitaria Colombo. A primeira loja, no centro, tem uma apresentação que parece muito esta que nos mostra. A mais nova, fica no Forte de Copacabana com toda aquela vista deslumbrante.

    Bjs

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  7. Lugar lindo e encantador..tenho muita vontade de conhecer..quem sabe um dia? Abraços. Sandra

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  8. Hum.....
    Deve ser uma delicia!!!!
    Amiga, você esta me matando pelo estômago!!!! Rs

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  9. Hum!!! cada vez que lá passamos é uma tentação os doces...
    Beijinhos de Luz!
    Ana Maria

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  10. Sabe vendo você falar sobre essa confeitaria me deu muita vontade de conheçer.
    Você falando me lembrou muito de uma confeitaria que temos por aqui, que é centenária, fundada em 1894, - coração do Rio - a Confeitaria Colombo faz parte do patrimônio cultural e artístico da cidade linda repleta de história.
    Beijinhos de amendoas.
    Lua

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  11. La armonía tiene música,
    Que respira en cada flor,
    Que vuela en cada amanecer,
    Y que suspira en cada atardecer.

    Gracias amig@ por volar a mi lado
    Prestándome las alas del silencio…

    Vivamos el fin de semana
    Repleto de buenas intenciones…

    Atte.
    María Del Carmen




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  12. Já há muito tempo que não passo por lá. É um sítio delicioso em todos os aspectos!

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