Aqui, partilho afectos.
E escrevo o que penso, do que gosto, do que me inspira.


quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012


"Não venhas roubar a minha solidão, se não tiveres algo mais valioso para oferecer em troca."
Friedrich Nietzche
Pintura de Heinz Kirchner

O Jardin des Tuileries

O Jardin des Tuileries foi criado no séc. XVI por ordem de Catarina de Médicis, para decorar o Palácio das Tuileries. Mais tarde tornou-se num jardim de estilo tradicional francês, formal e simétrico, ao ser desenhado por Le Nôtre no séc. XVII (autor do projecto dos jardins que rodeiam o Palácio de Versailles), tornando-se na época num jardim muito popular. O seu majestuoso passeio central extende-se totalmente a direito desde os canteiros de flores junto ao Arco do Triunfo até à Place de la Concorde, onde há um lago octogonal rodeado de várias estátuas, e flanqueado por esplanadas. No lado oposto do passeio existem estátuas alegóricas. Desde a Terrasse de Bord de L’Eau, na margem do rio Sena, pode contemplar-se uma bonita vista, com o Museu do Louvre ao fundo. O Musée de L’Orangerie e o Jeu de Paume, sedes de importantes exposições de arte contemporânea, ficam em dois pavilhões situados dentro do jardim. Desde 1991 é considerado património mundial pela UNESCO.


O Arco do Triunfo

Foram necessários 30 anos (de 1806 a 1836) para construir o Arco do Triunfo. Foi mandado construir por Napoleão Bonaparte em homenagem às suas vitórias. Nas suas paredes estão gravados os nomes de 558 generais e de 128 batalhas historicas. Da Place de L'Étoile onde está situado, partem várias artérias principais de Paris, sendo a mais famosa a Avenue des Champs Elysées. Tem 50 metros de altura. Desde 1920 dá guarida ao túmulo do soldado desconhecido.
Foto de Earthinpictures
“... No ruído do meu silêncio não me perco, traço pontos entre linhas imaginárias, os pontos reais , os pensamentos incorpóreos, e entre um ponto e outro anoto as variantes de silêncio que percebo: - o silêncio do vento parado, o silêncio do ar respirado, o silêncio do meu coração, o silêncio da minha alma...”

Pedro F. Lopes
Pintura de Monet – La terrasse

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Que eu continue com vontade de viver,
mesmo sabendo que a vida é, em muitos momentos,
uma lição difícil de ser aprendida.
Que eu permaneça com vontade de ter grandes amigos,
mesmo sabendo que, com as voltas do mundo,
eles vão indo embora de nossas vidas.
Que eu realimente sempre a vontade de ajudar as pessoas,
mesmo sabendo que muitas delas são incapazes de ver,
sentir, entender ou utilizar essa ajuda.
Que eu mantenha meu equilíbrio,
mesmo sabendo que muitas coisas que vejo no mundo
escurecem meus olhos.
Que eu realimente a minha garra,
mesmo sabendo que a derrota e a perda são ingredientes
tão fortes quanto o sucesso e a alegria.
Que eu atenda sempre mais à minha intuição,
que sinaliza o que de mais autêntico eu possuo.
Que eu pratique mais o sentimento de justiça,
mesmo em meio à turbulência dos interesses.
Que eu manifeste amor por minha família,
mesmo sabendo que ela muitas vezes
me exige muito para manter sua harmonia.
E, acima de tudo...
Que eu lembre sempre que todos nós
fazemos parte dessa maravilhosa teia chamada vida,
criada por alguém bem superior a todos nós!
E que as grandes mudanças não ocorrem por grandes feitos
de alguns e, sim, nas pequenas parcelas cotidianas
de todos nós!
Chico Xavier
Pintura de Renoir

Hotel "Le Pavillon de La Reine"

Situado na Place des Vosges, no coração do Marais, um dos bairros históricos mais famosos de Paris, o Pavillon de la Reine é um Hotel magnífico com uma atmosfera elegante, discretamente luxuosa, muito charme, e, carregado de História. Foi inaugurado em 1612, com o nome de Place Royale, e fez com que o Marais se tornasse um lugar importante da vida mundana de Paris, ao ser frequentado por Mme de Sévigné, Racine, La Fontaine e Molière. Posteriormente, recebeu  o seu nome actual em homenagem à rainha Ana de Austria, mãe do Rei Louis XIV que permaneceu na ala que separa o Hotel da Place des Vosges, antes de se casar com o Rei Louis XIII.O Pavillon de La Reine, com a sua excelente localização, jardins sombreados, calma e tranquilidade, transporta-nos para um ambiente campestre e requintado em pleno Paris.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Montmartre

Montmartre converteu-se num mito durante o Séc. XIX, quando foi tomado por artistas e pintores, que se sentiram atraídos pela seu ambiente pitoresco e vida boémia. Graças à sua incómoda encosta, “la butte”, conservou sempre um ambiente “rural”. Agora está convertido num ponto de atracção turística, mas ainda se respira uma certa nostalgia, o que perpetua a mágica atracção de Montmartre. Foi o lugar preferido e o lar de muitos artistas famosos, que se reuniam nos cafés e nos cabarets, como o Moulin Rouge, cujos cantores e bailarinas se tornaram famosos graças aos quadros de Toulouse-Lautrec. O cubismo nasceu numa construção de madeira, conhecida como o Bateau-Lavoir, situada a meio da encosta, Place Emile-Goudeau nº 13, onde trabalhavam, entre outros, Picasso, Braque e Juan Gris. Na parte mais alta da colina está a famosa Place du Tertre, junto à Basílica do Sacré Coeur.
O museu de Montmartre contém quadros dos artistas que ali viveram e nas estreitas ruas de “la butte” aparecem curiosidades como, por exemplo, as vinhas da Rue de Saules ou os moinhos de vento da tortuosa Rue Lepic.
Foi no “Moulin de la Galette”, um dos moinhos de vento que se conservam em Montmartre, que se realizou um baile popular que serviu de inspiração a Renoir para pintar o seu famoso quadro “Le bal du Moulin de la Galette”, em exposição no Musée d’Orsay.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia, e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos."
Fernando Pessoa
Pintura de Renoir

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

"De tudo ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre começando...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que seremos interrompidos
antes de terminar...
Portanto devemos fazer:
Da interrupção um caminho novo
Da queda um passo de dança
Do medo, uma escada
Do sonho, uma ponte
Da procura... um encontro..."

Fernando Sabino, do livro O Encontro Marcado
Pintura de Renoir
Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.
.
Fernando Pessoa
Pintura de Berthe Morisot

Museu Marmottan-Monet

O Museu Marmottan-Monet é um Museu extraordinário, que não costuma vir mencionado nos guias turísticos, mas que constitui visita obrigatória para os amantes do Impressionismo em geral, e de Monet em particular.
O Museu deve o seu nome a Paul Marmottan, que legou a sua colecção particular ao Institut de France. Com o tempo e graças  a vários legados, ampliaram-se os fundos, nos quais se destacam 100 quadros de Monet, cedidos por seu filho: estudos detalhados do Jardin de Monet em Giverny. Também conta com obras importantes de contemporâneos de Monet, como Renoir, Pissarro, Sisley, Morisot e Gaugin.
O Museu Marmottan-Monet fica no nº 2 da Rue Luís Boilly, 75016 Paris.
http://www.marmottan.com/

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

“Nunca se pode concordar em rastejar, quando se sente ímpeto de voar...”
Helen Keller
Pintura de Natasha Villone
“No mistério do sem-fim,
equilibra-se um planeta.
E, no planeta, um jardim
e, no jardim, um canteiro;
No canteiro, uma violeta
e, sobre ela, o dia inteiro,
entre o planeta e o sem-fim,
a asa de uma borboleta...”

Cecília Meireles

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

"Solidão não é a falta de gente para conversar,
namorar, passear...
Isto é carência!
Solidão não é o sentimento que experimentamos pela ausência
de entes queridos que não podem mais voltar...
Isto é saudade!
Solidão não é o retiro voluntário que a gente se impõe,
às vezes para realinhar os pensamentos...
Isto é equilíbrio!
Solidão não é o claustro involuntário que o destino
nos impõe compulsoriamente...
Isto é um princípio da natureza!
Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
Isto é circunstância!
Solidão é muito mais do que isto...
Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos
e procuramos em vão pela nossa alma."

Chico Buarque
Pintura de L. Pissarro

sábado, 18 de fevereiro de 2012

“Depois de tantas buscas, encontros, desencontros, acho que a minha mais sincera intenção é me sentir confortável, o máximo que eu puder, estando na minha própria pele. É me sentir confortável, mesmo acessando, vez ou outra, lugares da memória que eu adoraria inacessíveis, tristezas que não cicatrizaram, padrões que eu ainda não soube transformar, embora continue me empenhando para conseguir.”
A. Jácomo
Pintura de Natasha Villone

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

O "Grand Palais"

Ao subirmos os Champs Elysées, depois da Place de la Concorde, à esquerda, encontra-se o Grand Palais. Foi construído para a Exposição Universal de 1900, e estende-se por mais de 72.000 m2. Classificado como monumento histórico, é reconhecido pela sua lindíssima arquitectura e por sustentar o maior telhado de vidro da Europa. O Grand Palais divide-se em várias partes e tem várias funções. A entrada principal, na Avenue Winston Chuchill, dá acesso ao grande espaço coberto pela « verrière » onde são organizados eventos importantes e salões de exposição. A entrada pelo Square Jean Perrin leva às Galeries Nacionales, onde regularmente expõem os melhores artistas do mundo.  Por último, na entrada da Avenue Franklin Roosevelt encontra-se o Palais de la Découverte, um museu dedicado às ciências e suas aplicações.
(imagem da net)
"A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional..."

Carlos Drummond de Andrade
Pintura de Renoir - Bordiguera

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

“As coisas simples são indissolúveis. Não havendo nelas contradição, a tendência é para serem duráveis.”

Agustina Bessa-Luís
Quadro de Renoir - Roses

Le Potager du Roi ou A Horta do Chateau de Versailles

Poucos sabem, mas o Chateau de Versailles possui uma famosa horta mandada construir  pelo Rei Louis XIV, conhecida como o Potager du Roi, e que é actualmente administrada pela École Nationale Supérieur du Paysage.
No século XVII a produção da horta do Rei era destinada  à cozinha real e o que sobrava distribuido aos habitantes de Versailles.
Hoje, os turistas podem comprar a produção na loja da horta de Versailles, onde podem encontrar variedades de maçãs e peras que somente Versailles produz, assim como kiwis, framboesas, morangos, laranjas... e também geléias e doces preparados com estes frutos.
Vale mesmo a pena visitar...
(imagem da net)
“Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu."

 

Fernando Veríssimo
Quadro de J. Requena Nozal

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

“Amor é gostarmos de alguém. Pode ser de qualquer coisa simples e que se passa à nossa volta, e não interessa qual, até aquela mesmo especial de sonhar de noite ou dar beijinhos todo o dia. Por isso é que digo já: se quisermos mandar uma carta a quem amamos, o melhor marco do correio chama-se «coração». Já sabiam, não era?! Ele é encarnado e bate muito certo: mais depressa, quando as coisas bonitas se vêem ou acontecem e estamos felizes, mais devagar e calminho quando estamos quietos ou tristes. De todas as maneiras, bate quando sente amor! E isso é sempre verdade.
Os homens e as crianças de hoje sabem bem o que isto é, mas às vezes dá pena que este seja assunto de ficar escondido no último livro das estantes. Amar muito dói sempre fundo, mas isso é coisa que vai tão depressa quanto veio, porque o nosso coração quando é amoroso é excelente a descobrir logo mais coisas de gostar.”
Pedro Strecht - ” Recados do Tempo do Menino Jesus”
Quadro de Renoir

Pâtisserie et Salon de Thé "Carette"

Em plena Place du Trocadéro, bem juntinho à Tour Eiffel, existe uma Pastelaria-Salão de Chá, verdadeiramente magnífica - Carette! É um lugar mágico, lindo, carregado de história e tradição (foi inaugurado em 1927), com o charme e a complicidade que fazem de cada visita a este Salão de Chá, um momento de festa. Com um serviço e simpatia exemplares, vale mesmo a pena visitar. Para além, é claro, duma pastelaria que é um regalo para qualquer vista e paladar.
Eu adoro éclairs, sejam eles de chocolate, de caramelo ou baunilha, e aqui fazem sem lugar a dúvidas, os melhores éclairs do mundo.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Lisboa

Lisboa tem um vestido azul feito de
mar e guerra.
E cheira a laranjas maduras.
Quando as gaivotas trazem no bico
os primeiros pedaços de sol para acender o dia,
Lisboa deixa correr os cabelos pelo Tejo
e o povo pelas ruas.
À mesma hora, a coragem agita no sangue
duas grandes asas inquietas.
Por todas as janelas destruídas, já o mar entrou,
derrubando acácias,
cantando hinos de espuma
E porque toda a coragem é necessária,
toda a esperança é legítima.

Joaquim Pessoa
Pintura de Elisabete S. Palma

O Hotel Duquesne Eiffel

O Hotel Duquesne não é o melhor, nem o mais caro Hotel de Paris, mas é um Hotel cheio de charme, encanto e conforto, junto aos Invalides (5 minutos a pé) e próximo da Tour Eiffel. Está situado num dos quartiers mais agradáveis de Paris, no 7ème arrondissement, na célebre Rive Gauche. E tem a particularidade de nalguns quartos podermos tomar o pequeno almoço com vista para a Tour Eiffel...

                
“Creio que foi o sorriso, 
o sorriso foi quem abriu a porta.
Era um sorriso com muita luz
lá dentro, apetecia
entrar nele, tirar a roupa, ficar
nu dentro daquele sorriso.
Correr, navegar, morrer naquele sorriso.”

Eugénio de Andrade
Quadro de Renoir
 

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A Blanche já tem 18 anos

A minha gatinha Blanche fez ontem 18 anos. Por isso deixei-a “brincar” com as minhas violetas brancas...
"O gato é uma lição diária de afeto verdadeiro e fiel. Suas manifestações são íntimas e profundas. Exigem recolhimento, entrega, atenção."
“Olhos que olham são comuns.
Olhos que veem são raros...”
J. Oswald Sanders
Quadro de J. Requena Nozal – Paisage I

A "Tour Eiffell"

Adoro Paris!!!
Entre Paris e eu, sempre houve uma grande história de amor...
Serei sempre uma eterna apaixonada por Paris.
E em Paris, a Tour Eiffel é a minha grande e eterna  paixão.... Adoro contemplá-la!
A obra-prima de Gustav Eiffell, tem 324 metros de altura,  foi construída para a Exposiçao Universal de Paris, em comemoraçao do centenário da Revoluçao Francesa, e foi inaugurada a 31 de março 1889.
"Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova quando
chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de
grandes chuvas e das recordações da infância.
Preciso de um amigo para não enlouquecer, para contar o que vi de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças d´água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.
Preciso de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já tenho um amigo.
Preciso de um amigo para parar de chorar. Para não viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas.
Que bata nos ombros sorrindo e chorando, mas que me chame de amigo, para que eu tenha a consciência de que ainda vivo.."
(Vinicius de Moraes)
Quadro de Renoir - Fournaise)

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Salão de Chá "Angelina"

Angelina é um Salão de Chá centenário (fundado em 1903), situado no nº 226, sob as arcadas da Rue de Rivoli, junto ao Museu do Louvre, no coração de Paris.
Decorado num estilo Belle Epoque, tem o nome da nora do seu fundador austríaco, Antoine Rumpelmayer, artisan-confiseur de profissao. Está aberto todos os dias das 9h às 19h. A sua especialidade é o ""mont blanc", um bolinho feito com merengue, nata e creme de castanhas. Uma verdadeira delícia. Também servem um chocolate quente, espesso, à moda antiga, divinal.
(Foto de tasteofparis.wordpress.com)
"Eu comecei minha faxina. Tudo o que não serve mais (sentimentos, momentos, pessoas, eu coloquei dentro de uma caixa. E joguei fora. Sem apego. Sem melancolia. Sem saudade). A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções."
Caio F. Abreu
Quadro de J. Requena Nozal - Niña con Flores

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada,
Três tipos de idealistas,
E eu nenhum deles.
Porque eu, amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo,
Ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
(Álvaro de Campos)
Quadro de J. Requena Nozal – Naturaleza III

Requena Nozal

Tenho a honra e o enorme privilégio de ter como amigo um Grande Pintor espanhol: José Requena Nozal. Uma pessoa que admiro muitíssimo, não só pelo extraordinário ser humano que é, como pelo excelente Pintor que também é. Por isso, e com o seu consentimento, no meu Blog haverá sempre espaço para divulgar a sua pintura, da qual sou uma grande fã.
Deixo aqui o Link da sua página, para quem quiser conhecer a sua Obra:
http://www.requenanozal.com/

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

A "Galerie Vivienne"

Paris tem várias passagens cobertas, chamadas Galerias (Galeries), que são lindas e pouco conhecidas de quem visita Paris. Uma delas, e que eu conheço bem, é a Galerie Vivienne, e é, em minha opinião, uma das mais bonitas de Paris. Foi construída em 1823, em estilo neoclássico. Tem 176 m de comprimento e 3 m de largura.
A cobertura da galeria é toda em vidro, o que lhe confere uma iluminação natural durante todo o dia, o chão é de mosaicos, e tem pinturas e esculturas que fazem alusão à atividade comercial. Dentro dela funcionam pontos de comércio que misturam o antigo e o moderno, com lojas de marcas famosas lado a lado com lojas de serviços tradicionais - alfaiataria, sapataria, loja de vinhos, livraria. Também tem restaurantes e um salão de chá.
A Galeria fica situada no 2º arrondissement, entre o Palais Royal, La Bourse e os Grands Boulevards.
Falar é completamente fácil,
quando se têm palavras em mente
que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes
o que realmente queremos dizer,
o quanto queremos dizer,
antes que a pessoa se vá.

(Carlos Drummond de Andrade)
 

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Eu e os livros

Sou fanática da leitura, admito. Desde sempre me lembro de apanhar qualquer papel com letra impressa e me dedicar, com um prazer indefinível, a ler, reler e voltar a ler. Em pequenina, devorava tudo o que tivesse letras e o meu maior prazer era entrar na Biblioteca Itinerante da Gulbenkian. E quando, no meu aniversário ou no Natal alguém me oferecia um livro eu ficava imensamente feliz. Entre um livro e uma boneca, nem olhava duas vezes para a dita….
Ainda guardo com muito carinho o primeiro livro que me ofereceram, “Aves do Mundo”, com o meu nome escrito pela minha mãe na primeira página e o ano da compra - 1963, tinha eu, portanto, 3 anos.
Depois... foi um ver se te avias: fui comprando e lendo, ou porque o resumo da história era interessante, ou porque era de um bom autor, ou porque mo aconselharam… e fui juntando, pois gosto de sentir que são meus, e nunca os deixo abandonados: tenho muitos e a maior parte já li duas vezes, alguns várias vezes, e até sei passagens de cor. Uns mais que outros, mas todos são especiais. São amigos que estão ali para mim, sempre à minha espera.
(Pintura de Renoir)

La Durée

Com três casas em Paris, La Durée é o que há de mais requintado em Salões de Chá. Foi fundada em 1862 e é famosa pelos seus "macarons", uns bolinhos redondinhos deliciosos, tipo suspiro que se desfazem na boca, e que são recheados com sabores.
Adoro a La Durée nos Champs Elysées, que tem uma esplanada magnífica.

Pardalzinho

O pardalzinho nasceu livre.
Quebraram-lhe a asa.
Sacha lhe deu uma casa,
Água, comida e carinhos.
Foram cuidados em vão:
A casa era uma prisão,
O pardalzinho morreu.
O corpo Sacha enterrou no jardim.
A alma, essa voou
Para o céu dos passarinhos!
(Manuel Bandeira)

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

(...) Minha infância de menina sozinha deu-me duas coisas que parecem negativas, e foram sempre positivas para mim: silêncio e solidão. Essa foi sempre a área de minha vida. Área mágica, onde os caleidoscópios inventaram fabulosos mundos geométricos, onde os relógios revelaram o segredo do seu mecanismo, e as bonecas o jogo do seu olhar. Mais tarde foi nessa área que os livros se abriram, e deixaram sair suas realidades e seus sonhos, em combinação tão harmoniosa que até hoje não compreendo como se possa estabelecer uma separação entre esses dois tempos de vida, unidos como os fios de um pano."
Cecília Meireles
(Quadro de Berthe Morisot, Girl Reading)

O "Comptoir du Commerce"

Por falar em Cafés com esplanada, tenho um carinho muito especial pelo “Comptoir du Commerce”, um Café com um ambiente simpático e uma esplanada muito agradável, situado na esquina da Rue des Petits Carreaux, com a Rue Montorgueil. Os meus pais viveram durante muitos anos na Rue des Petits Carreaux, e o meu pai adorava esta esplanada.

As cadeiras dos Cafés de Paris

Adoro os Cafés de Paris, principalmente os históricos e mais antigos, com as suas esplanadas e típicas cadeiras. É tão agradável tomar um café numa esplanada...
Fiquei a saber, recentemente, que são fabricadas desde o Séc XIX pela "Maison Drucker, e que são, a par da Torre Eiffel e o Arco do Triunfo, um símbolo marcante da capital francesa.
Alguns Cafés têm mesmo exclusividade no que toca ao modelo das cadeiras...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros.
(Clarice Lispector)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

"A La Petite Chaise"

"A La Petite Chaise" é o mais antigo restaurante de Paris.
Foi fundado em 1680, no reinado de Louis XIV, e foi sempre um ponto de referência devido à qualidade da sua cozinha.
Fica no nº 35 da Rue de Grenelle, 75007 Paris, nas proximidades da Assemblée Nationale.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Viver é acalentar sonhos e esperanças, fazendo da fé a nossa inspiração maior...
É buscar nas pequenas coisas, um grande motivo para ser feliz!
(Mário Quintana)

O Jardim du Luxembourg

Tal como eu, o meu pai adorava Paris. E ficava imensamente feliz ao passear pelas suas ruas, admirar os seus monumentos e disfrutar dos seus magníficos jardins. Creio que conhecia Paris como ninguém... O Jardin du Luxembourg era o seu jardim preferido, onde passava horas sentado a ler quando fazia bom tempo. Tinha razão, porque o Jardin du Luxembourg é um dos mais bonitos jardins de Paris. Situado entre o Boulevard Saint Michel, a Rue Vaugirard, a Rue Notre Dame des Champs e ao lado do Palais du Senat. São 21 hectares de canteiros floridos, árvores, lagos... O jardim possui recantos calmos, com cadeiras para repouso ou leitura, e áreas mais animadas para as crianças, onde até existe um teatro de marionetas.
Estive algumas vezes com o meu pai no Jardin du Luxembourg e na minha memória ficou um fim de tarde ensolarado, com o jardim muito florido, cheio de cor, com muita gente sentada à conversa, nas cadeiras de frente para o lago. Também me lembro de assistir uma vez ao fecho do jardim. Os “Gendarmes” chegaram e avisaram que estava na hora de fechar, e todos se levantaram e se dirigiram para a saída, calmamente, como se se tratasse da saída de um teatro....  

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Mudança

Não faça do hábito um estilo de vida.
Mude.
Lembre-se de que a Vida é uma só.

E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação,
um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as. Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.

Experimente coisas novas. Troque novamente. Mude, de novo. Experimente outra vez.
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas,

mas não é isso o que importa.
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia.

Só o que está morto não muda !
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena.

(Edson Marques)
http://Mude.blogspot.com

Restaurante "Le Train Bleu"

"Le Train Bleu" é para mim, o restaurante mais bonito de Paris. Fica situado numa estação ferroviária, a Gare de Lyon, que foi construída para a Exposição Universal de Paris em 1900. Por isso tem um estilo Belle Époque deslumbrante.
Mas para além de ser lindissímo, o restaurante é realmente excelente, e bi-valente, já que a par de uma cozinha francesa tradicional, também tem uma Brasserie (cervejaria) tipicamente parisiense. Quem quiser visitar, é só clicar abaixo.

http://www.le-train-bleu.com/fr/index.php#index.php
Viver, é a coisa mais rara do mundo. A maioria das pessoas apenas existe.
(Oscar Wilde)

A maior foto de Paris

Dois fotógrafos franceses e uma empresa de informática criaram uma foto panorâmica em 220º de Paris com 26 biliões de pixels que, segundo eles, é a maior imagem digital do mundo.
A fotografia em altíssima resolução ocuparia dois estádios de futebol caso fosse impressa, afirmam os autores do projecto "Paris 26 Gigapixels".
Para compor essa foto, os fotógrafos Arnaud Frich e Martin Loyer tiraram 2346 fotos da capital francesa, que foram reunidas numa só imagem por um programa de computador criado pela empresa Kolor. Espectacular!!! Vale mesmo a pena ver. Basta clicar no link abaixo.

http://www.paris-26-gigapixels.com/index-en.html

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

A Blanche

A minha gatinha Blanche adora...comer as minhas violetas... e desta vez, apanhei-a em flagrante...

A Alameda do Rei, de Françoise Chandernagor

Eis um dos livros que mais gostei de ler até hoje: a história de Françoise D’Aubigné, mais conhecida como Madame de Maintenon,  segunda esposa de Luis XIV, o Rei-Sol. Juntando a História ao Romance, Françoise Chandernagor traça o retrato de uma mulher independente, inteligente, digna, ambiciosa, que conheceu como nenhuma outra a Corte de Versailles e o Rei-Sol, e que, no Séc. XVII quase se tornou Rainha de França.
É uma narrativa feita em primeira pessoa, como se fosse uma carta escrita por Madame de Maintenon, então com 80 anos, por uma das raparigas pensionárias de Saint Cyr, a quem ela confidencia toda a sua vida...
Mais que um livro magnífico, que nunca me canso de ler, é uma autêntica lição de História.