Aqui, partilho afectos.
E escrevo o que penso, do que gosto, do que me inspira.


quinta-feira, 31 de maio de 2012


"Matar o sonho é matarmo-nos. É mutilar a nossa alma. O sonho é o que temos de realmente nosso, de impenetravelmente e inexpugnavelmente nosso."

Fernando Pessoa
Pintura de Vladimir Volegov

terça-feira, 29 de maio de 2012


Amo a vida. Fascina-me o mistério de existir.
Quero viver a magia de cada instante,
embriagar-me de alegria.
Que importa a nuvem no horizonte,
chuva de amanhã?
Hoje o sol inunda o meu dia.
Helena Kolody

segunda-feira, 28 de maio de 2012




"O período de maior ganho de conhecimento e experiência é o período de maior dificuldade na vida de cada um."

Dalai Lama
Pintura em penas de ganso – Ian Davie

Le Chateau de Versailles




O imenso complexo de edifícios e jardins que formam o Chateau de Versailles ,e que o rei Louis XIV tornou célebre, encontra-se em Versailles, no departamento de Seine-et-Oise, a aproximadamente 20 Km a sudoeste de Paris. A construção do primeiro edifício data de 1632. Louis XIII confiou ao arquitecto Philibert Le Roy a realização de um palacete de caça, núcleo original daquele que mais tarde se converteria no grande palácio do Rei Sol. Deste modo, em 1661, Louis XIV decidiu ampliar e transformar o edifício até o converter no símbolo do seu poder. Luxo e magnificência foi o que pediu aos arquitectos Louis Le Vau, Jules Herdouin-Mansart, Robert de Cotte e Charles Le Brun para a construção dos edifícios do Chateau. Gobelins ocupou-se dos extraordinários acabamentos e André Le Nôtre realizou o explêndido jardim.
As obras começaram  em 1661 e em 1682 o Rei Sol mudou-se para a sua nova residência, com toda a sua imensa Corte. Chegaram a viver no Chateau de Versailles 20 000 aristocratas franceses e um número impressionante de serviçais, constituindo assim, uma verdadeira cidade. Desta maneira, a pequena povoação de Versailles tornou-se a verdadeira capital de França, lugar de poder e de intrigas políticas. Em 1789, depois de deflagrar a revolução francesa, Louis XVI e a família real tiveram que regressar a Paris. O Chateau de Versailles foi expoliado dos seus tesouros artísticos e, depois abandonado até à época de Louis-Philippe, que o mandou arranjar, transformando-o num museu.
Outros restauros datam dos períodos que se seguiram às duas guerras mundiais.Entre as salas mais interessantes do Chateau estão os Grands Appartements du Roi, seis luxuosos salões cheios de mármores, tapeçarias, bronzes e estucados, utilizados pelo Rei Sol para as audiências da Corte.
Também são de visita obrigatória a célebre Galeria dos Espelhos, realizada por Jules Mansart em 1679-1686 e decorada por Charles Le Brun /tem 75m de comprimento, 10 de largura e 12 de altura), o Salão da Paz, com uma cúpula pintada por Le Brun, o Teatro da Ópera, a capela e os aposentos reais, situados no primeiro andar e realizados por Mansart entre 1684 e 1701. No interior do Chateau também se encontra o Musée de l’Histoire de France, que ilustra com numerosas pinturas e esculturas os feitos da História francesa entre os séc. XVII e XIX.
(fotos da net)
www.chateauversailles.fr


domingo, 27 de maio de 2012

Ando devagar, porque já tive pressa, e tenho este sorriso, porque já chorei demais. Hoje sinto-me mais forte, mais feliz quem sabe...
Penso que cumprir a vida seja simplesmente compreender a marcha, e ir caminhando em frente...
Cada um de nós compõe a sua história e cada ser em si, carrega o dom de ser capaz, e de tentar sempre ser feliz.

Almir Sater
Pintura de Vladimir Volegov

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Place de la Concorde




Considerada uma das praças reais mais belas do mundo, a sua construção data do reinado de Louis XV, mas entre 1755 e 1775 foi remodelada pelo arquitecto Jacques-Ange Gabriel. Antes chamada Place de la Révolution, foi cenário de acontecimentos históricos importantes. Durante a Revolução Francesa, ergueu-se nela uma guilhotina que serviu para executar 1343 condenados, entre os quais Marie-Antoinette e Louis XVI, e logo depois, Danton e Robespierre. A praça recebeu o seu nome actual em 1795, quando terminou  o período revolucionário. O obelisco egípcio em granito rosa, oferta do soberano do Egipto a França, situado no centro da praça, foi erguido em 1833 durante o reinado de Louis-Philipe.


terça-feira, 22 de maio de 2012

Museu Carnavalet



O museu Carnavalet ou Hôtel Carnavalet fica no Marais. A sua construção data do séc. XVI, mas no séc. XVII o edifício foi modificado e ficou com um toque mais clássico. O edifício sofreu ainda outra reforma em finais do séc. XIX, quando se converteu no Musée Historique de la Ville de Paris, ou seja o Museu Histórico da cidade de Paris. O museu conserva uma ampla colecção de objectos relativos à história da cidade de Paris, desde o tempo dos Gauleses e dos Romanos até 1789.
Nele podemos admirar pinturas, esculturas, gravuras em cobre, maiólicas e móveis, em salas magnificamente decoradas.
Num dos pátios do edifício há uma estátua de Louis XIV em bronze, que sobreviveu à Revolução.
Visitar este museu é gratuito. Fica no nº 23 da Rue de Sévigné, 75003 Paris.

Amigos...



Algumas pessoas chegam e entram directamente no nosso coração... Não importa em que altura da nossa vida as encontramos no nosso caminho. Parece que estão na nossa vida desde sempre e que mesmo depois dela permanecerão connosco. E é maravilhoso compartilhar o dia a dia com elas... É até possível que tenhamos sentido saudade mesmo antes de as conhecer. O que sentimos vibra além da distância, do tempo... Transcende a forma. Remete à essência. Toca o que não vemos. O que não passa. Com elas, o nosso coração descansa. Sentimo-nos em casa, confortáveis. O afecto flui com facilidade rara. Somos aceites, acarinhados, bem-vindos, quer faça sol ou chuva. Na expressão das nossas virtudes e na revelação das nossas limitações. Com elas, experimentamos a dádiva da troca nesse longo caminho de amizade  incondicional....

sexta-feira, 18 de maio de 2012



"Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinhos, mas há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!"

Machado de Assis
Pintura de S. Takaki





quinta-feira, 17 de maio de 2012


"Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música.
Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita.
Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade.
Tem o peso de um olhar.
Pesa como pesa uma ausência.
E a lágrima que não se chorou.
Tem o imaterial peso da solidão no meio dos outros."

Clarice Lispector
Pintura de Simon Barlow

quarta-feira, 16 de maio de 2012


"Pense o que quiser pensar, mas não esqueça que terá que conviver todos os dias com os seus próprios pensamentos."

Provérbio dos índios Dakota
Pintura de Elena Tener

Les Invalides


O rei Louis XIV mandou construir o Hôtel National des Invalides para que fosse como um asilo para os soldados feridos. É um exemplo esplêndido da arquitectura do séc. XVII, um dos conjuntos arquitectónicos mais impressionantes de Paris. Está construído à volta de duas igrejas e alberga vários museus. A austeridade clássica dos 200 m de fachada, está em equilíbrio com a construção barroca da Église du Dôme, cuja cúpula dourada reluz por entre os telhados de xisto dos edifícios de pedra. O enorme pátio que se estende entre o rio e a sua monumental entrada acentua ainda mais a majestuosidade desde edifício.
Aos museus tem-se acesso pelos portões do pátio principal. O Musée de l'Armée é um dos museus de armas mais ricos do mundo. Nele se encontram armas procedentes de todo o mundo, armaduras, uniformes, recordações de generais famosos, pinturas, documentos, maquetas. Particularmente interessante é a ampla exposição permanente dedicada à Segunda Guerra Mundial. O Musée des Plans-Reliefs tem uma colecção interessantíssima de maquetas de cidades fortificadas francesas, iniciado no tempo do rei Louis XIV. No outro extremo do pátio está a entrada para a Église St-Louis-des-Invalides, a igreja dos soldados. Alberga uma vistosa colecção de bandeiras prodedentes de diversas campanhas. O órgão data do séc. XVII. É muito interessante o contraste com a magnífica Église du Dôme, cuja fachada tem duas fileiras de colunas góticas e jónicas, e a cúpula dourada tem como remate um esbelto candeeiro. O chão de mármore faz ressaltar a sua esplendida decoração interior. Por baixo da cripta circular encontra-se o túmulo de Napoleão.

Les Invalides - Esplanade des Invalides, 75007 Paris
www.invalides.org

segunda-feira, 14 de maio de 2012



"Que nada nos limite, que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância, já que viver é ser livre. Porque alguém disse e eu concordo, que o tempo cura, que a mágoa passa, que decepção não mata, e que a vida sempre, sempre continua."

Simone de Beauvoir
Pintura de Vladimir Volegov

sábado, 12 de maio de 2012

"Dor não tem nada a ver com amargura. Acho que tudo que acontece é feito pra gente aprender cada vez mais, é pra ensinar a gente a viver. Desdobrável. Cada dia mais rica de humanidade."

Adélia Prado
foto da net

quinta-feira, 10 de maio de 2012

10 de Maio - Dia Internacional do Lupus

Tenho Lupus. Por isso, às vezes sou como uma rocha, firme e inabalável, outras vezes vulnerável e insegura. Mas para mim, o importante é viver...  Tenho Lupus. E isso não é o fim do mundo, porque sou corajosa. E coragem não é a ausência de medo, mas sim o domínio do medo,  a resistência ao medo.
Com o Lupus aprendi que posso ter momentos de alegria e desespero, confiança e falta de fé, mas vale a pena seguir em frente, porque a vida é maravilhosa!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia, e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado para sempre, à margem de nós mesmos.

Fernando Pessoa
Pintura de Vladimir Volegov

domingo, 6 de maio de 2012

BLOGUE DA SOL


Hoje terminei o meu dia da melhor maneira possível, qual o segredo? Simples visitei o novo blogue da SOL!
Vale a pena visitarem, tem muita música de qualidade e muito variada e ainda presentes.
A não perder!

"Aquilo que está escrito no coração não necessita de agendas, porque a gente não esquece. O que a memória ama fica eterno".

Rubem Alves
Pintura de Ann Mortimer

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Gato que brincas na rua
Como se fosse na cama,
Invejo a sorte que é tua
Porque nem sorte se chama.
Bom servo das leis fatais
Que regem pedras e gentes,
Que tens instintos gerais
E sentes só o que sentes.
És feliz porque és assim,
Todo o nada que és é teu
Eu vejo-me e estou sem mim,
Conheço-me e não sou eu.

Fernando Pessoa
Desenho de Cybele Chaves

"É necessário abrir os olhos e perceber que as coisas boas estão dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos, nem os desejos de razão. O importante é aproveitar o momento e aprender a sua duração, pois a vida está nos olhos de quem sabe ver".

Gabriel Garcia Marquez
Pintura de Elena Tener

Brasserie Le Stella



Os meus pais gostavam muito de almoçar no "Le Stella", um misto de restaurante e cervejaria chic, inaugurada nos anos 50 e muito reputada pelas suas huîtres (ostras) fresquíssimas, que chegam ao restaurante todos os dias, e também pelos seus excelentes pratos de marisco.
Os pratos típicos de "bistrot" também são muitíssimo bons. O meu fillho é um fan do "hachis parmentier" (equivalente ao nosso empadão de carne). Estupenda é também a "blanquette de veau à l'ancienne", minha preferida, tal como a entrada de "oeufs mayonnaise".
O ambiente é familiar e muito agradável.

Brasserie Le Stella
133, Avenue Victor-Hugo - 75016 Paris