Aqui, partilho afectos.
E escrevo o que penso, do que gosto, do que me inspira.


segunda-feira, 30 de julho de 2012

Certezas


Não quero alguém que morra de amor por mim…
Só preciso de alguém que viva por mim,
que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem,
o importante pra mim é saber que eu,
em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto,
mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…
e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter
forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquilhá-lo de verde
e entendê-lo como “sim”.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder
dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim,
sem ter de me preocupar com terceiros…
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…
E que valeu a pena.

Mário Quintana
Pintura de Garmash

sexta-feira, 27 de julho de 2012


Se não puderes ser um pinheiro, no topo de uma colina,
Sê um arbusto no vale mas sê
O melhor arbusto à margem do regato.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
E dá alegria a algum caminho.
Se não puderes ser uma estrada,
Sê apenas uma senda,
Se não puderes ser o Sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso…
Mas sê o melhor no que quer que sejas.

Pablo Neruda
Pintura de Garmash

terça-feira, 24 de julho de 2012

Há sempre um recomeço


É loucura odiar todas as rosas porque uma te picou, entregar todos os teus sonhos porque um deles não se realizou. Perder a fé em todas as orações porque numa não foste atendido, desistir de todos os esforços porque um deles fracassou. É loucura condenar todas as amizades porque uma te traiu, deixar de acreditar no amor porque alguém te foi infiel. É loucura jogar fora todas as chances de ser feliz porque uma tentativa não deu certo.
Lembra-te que sempre há uma outra chance, uma outra amizade, um outro amor, uma nova força...
Para todo fim, há sempre um recomeço.


Antoine de Saint-Exupéry
Pintura de Garmash

segunda-feira, 23 de julho de 2012



A vida não tem que ser perfeita para ser maravilhosa…
Viver plenamente é aceitar cada minuto como um milagre irrepetível.

Pintura de Garmash


domingo, 22 de julho de 2012


Existe algo mágico que sempre nos leva ao lugar onde devemos estar...
Os encontros na nossa vida são preparados muito antes de dizermos olá, e completados muito antes de dizermos adeus...

Richard Bach
Pintura de Nora Kasten

sexta-feira, 20 de julho de 2012

♥ FELIZ DIA DO AMIGO ♥



"Um verdadeiro amigo nunca invade a nossa vida... simplesmente conquista um lugar no nosso coração.."

Pintura de Vladimir Volegov

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Como fazer amigos



Admirado que uma menina não tenha dado um nome ao seu gato, alguém pergunta:  
- Mas como é que você o chama?
E a menina responde:
- Não o chamo. Ele vem quando quer.

Assim também os amigos vêm muitas vezes até nós, segundo a mais improvável das hipóteses…

Marguerite Yourcenar, in “Les yeux ouverts”
Pintura de Renoir





quarta-feira, 18 de julho de 2012

A felicidade



Há vários tipos de felicidade… Mas há um tipo de felicidade que não depende das outras pessoas nem de acontecimentos externos. É uma felicidade serena e silenciosa, fruto de um cuidadoso trabalho interior. É a felicidade de conhecer-se, de valorizar-se e de festejar cada pequena vitória pessoal. Essa felicidade tem o poder de curar. Ela é verdadeira, simples e constante. A decisão de ser sempre feliz, haja o que houver, depende apenas da nossa força interior.

Brahma Kumaris
Desconheço o autor da pintura

"The Tall Ships Races” - A Grande Regata


Foi a décima segunda vez que a pequena cidade francesa de Saint-Malo recebeu as “The Tall Ships Races”. Saint-Malo foi invadida por mais de 40 Grandes Veleiros de todo o mundo, que deram cor ao primeiro porto da competição. Localizada na região da Bretanha, Saint-Malo assitiu na última segunda-feira à largada das embarcações rumo a Lisboa.
Um dos portos mais bonitos de França teve grande animação até à altura em que os primeiros Grandes Veleiros se começaram a fazer ao Mar rumo a Lisboa. Começou assim a Grande Regata.
Lisboa recebe, de amanhã dia 19 até 22 de Julho, os grandes veleiros, pois é  a escala da primeira etapa e o arranque da segunda da regata “The Tall Ships Races 2012”. O evento contará com a presença dos Grandes Veleiros, durante os quatro dias do evento, que irão colorir as sete colinas de Lisboa. Alguns já começaram a chegar…

http://www.tallshipslisboa.com



segunda-feira, 16 de julho de 2012


Cada dia é sempre diferente dos outros, mesmo quando se faz aquilo que já se fez. Porque nós somos sempre diferentes todos os dias, estamos sempre a crescer e a saber cada vez mais, mesmo quando percebemos que aquilo em que acreditávamos não era certo e nos parece que voltamos atrás. Nunca voltamos atrás. Não se pode voltar atrás, não se pode deixar de crescer sempre, não se pode não aprender. Somos obrigados a isso todos os dias. Mesmo que, às vezes, esqueçamos muito daquilo que aprendemos antes. Mas, ainda assim, quando percebemos que esquecemos, lembramo-nos e, por isso, nunca é exactamente igual.

Do livro "Abraço", de José Luís Peixoto
Pintura de Susan Rios

Restaurante 1728



Ao mesmo tempo restaurante gastronómico, galeria de arte e salão de chá, o restaurante 1728 é um endereço de luxo atípico, único no género, em Paris, e rico em história. Refinado ao máximo, e alheio à agitação parisiense, o restaurante 1728 fica num pátio bastante calmo, nos salões restaurados do Hotel Mazin Lafayette, construído em 1728.
É um espaço dedicado à gastronomia, às artes, e à História, pois nele podemos encontrar esculturas, objectos de colecção, mobiliário raro e pintura dos séculos XVI a XVIII, aliando tradição e modernismo na sua cozinha inventiva de cariz ocidental e oriental.
Este local elegante oferece assim, uma viagem no tempo. Cada salão tem a sua particularidade. Pode-se escolher, por exemplo, o Salão de Música, intimista, com uma bela chaminé sempre acesa no Inverno, ou o Salão Pompadour, feminino e sofisticado, entre outros.

O Restaurante 1728 fica no nº 8 da Rue d’Anjou, 75008 Paris

http://www.restaurant-1728.com


sexta-feira, 13 de julho de 2012

Viajar



O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na primavera o que se vira no verão, ver de dia o que se viu de noite, com o sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre..."

Do livro Viagem a Portugal, de José Saramago
Pintura de Yuri Obukhov

quinta-feira, 12 de julho de 2012



A maturidade permite
olhar com menos ilusões,
aceitar com menos sofrimento,
entender com mais tranquilidade,
querer com mais doçura...

Lya Luft
Desconheço o autor da pintura

segunda-feira, 9 de julho de 2012


Nunca escreverei uma palavra para lamentar a vida.
Meu verso é água corrente, é tronco, é fronde.
É folha, é semente, é vida!...

Cora Coralina
Pintura de Roman Frances


Começar a ler foi para mim como entrar num bosque pela primeira vez e encontrar-me, de repente, com todas as árvores, todas as flores, todos os pássaros. Quando fazes isso, o que te deslumbra é o conjunto. Não dizes: gosto desta árvore mais que das outras. Não, cada livro em que entrava, tomava-o como algo único.

José Saramago
Pintura de Ana Day Mona

sexta-feira, 6 de julho de 2012




Todos os dias, tiro da vida as melhores coisas que ela me oferece, e aprendo com as piores. E sou. Na essência. Na verdade. No olhar que fala. De alma tranquila e coração aberto.
E de consciência sempre em paz…

 Pintura de Roman Frances

quinta-feira, 5 de julho de 2012

És o voo



És o voo

que entorna azul

no céu da minha alma.

No segredo dos teus olhos

fazes nascer-me em sonhos

nas folhas tenras

da primavera.

E os lírios de desejo

são as pétalas

caídas

à espera de teu beijo!



Manuela Barroso

Pintura de Roman Frances




 

Amor de Mãe



Se o filho está  bem alimentado, é a mãe que se sente satisfeita. Se está feliz, a mãe está feliz. Se estreia roupinha nova, é ela que se sente bonita. Se vai bem na escola, parece que o aproveitamento escolar é dela. Se arranja novos amigos, é ela que se sente popular e querida. Se viaja para novos lugares, é ela que adora o passeio, mesmo ficando em casa. A cada meta que atinge ou troféu que ganha, é ela que tem a sensação de vitória. Passa a gostar de rock, mesmo que antes não pudesse nem ouvir. Passa a olhar com simpatia tudo o que agrada ao seu filho. Passa a adorar gatos, mesmo que antes só gostasse de cães. Desnecessário dizer o que ela sente, quando alguma coisa dá errado, porque, por tabela, ela sentirá em dose tripla cada tombo, cada perda, cada rejeição, cada fracasso, cada desapontamento. Tudo isto são... coisas de mãe, amor de mãe!
Hoje… estou contigo na tentativa de realizares um dos teus sonhos. Adoro-te, filho!

Pintura de Vladimir Volegov

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Viver

Viver é uma peripécia. Um dever, um afazer, um prazer, um susto, uma cambalhota. Entre o ânimo e o desânimo, um entusiasmo ora doce, ora dinâmico e agressivo.
Viver não é cumprir nenhum destino, não é ser empurrado ou rasteirado pela sorte. Ou pelo azar. Ou por Deus, que também tem a sua vida. Viver é ter fome. Fome de tudo. De aventura e de amor, de sucesso e de comemoração de cada um dos dias que se podem partilhar com os outros. Viver é não estar quieto, nem conformado, nem ficar ansiosamente à espera.
Viver é romper, rasgar, repetir com criatividade. A vida não é fácil, nem justa, e não dá para comparar a nossa com a de ninguém. De um dia para o outro ela muda, muda-nos, faz-nos ver e sentir o que não víamos nem sentíamos antes e, possivelmente, o que não veremos nem sentiremos mais tarde.
Viver é observar, fixar, transformar. Experimentar mudanças. E ensinar, acompanhar, aprendendo sempre. A vida é uma sala de aula onde todos somos professores, onde todos somos alunos. Viver é sempre uma ocasião especial. Uma dádiva de nós para nós mesmos. Os milagres que nos acontecem têm sempre uma impressão digital. A vida é um espaço e um tempo maravilhosos mas não se contenta com a contemplação. Ela exige reflexão. E exige soluções.
A vida é exigente porque é generosa. É dura porque é terna. É amarga porque é doce. É ela que nos coloca as perguntas, cabendo-nos a nós encontrar as respostas. Mas nada disso é um jogo. A vida é a mais séria das coisas divertidas.

Joaquim Pessoa, in "Ano Comum"
Pintura de Vladimir Volegov