Aqui, partilho afectos.
E escrevo o que penso, do que gosto, do que me inspira.


quarta-feira, 31 de outubro de 2012


Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes. Não tenha medo da vida, tenha medo de não a viver intensamente.

Augusto Cury
Pintura de Lola Pinel

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Uma questão de coragem


Um dia, disseram-me que eu era muito corajosa. Tinha acabado de ser operada. Uma cirurgia que durou mais de duas horas e, para a qual eu escolhi anestesia local. Não queria dormir, queria estar desperta e atenta ao que se passava à minha volta. Tinha 23 anos, uma vida pela frente, e muita coragem e determinação. Mas acima de tudo, tinha muita vontade de viver.
Depois dessa cirurgia, já fiz mais algumas. A coragem, ainda cá está, inabalável, lutando diariamente contra o medo e a angústia, porque a vida tem que ser vivida com alegria, com bravura. A minha luta é diária. Tenho Lupus, e o Lupus ensinou-me a viver a vida no presente, sem planos. Não faz mal, afinal a vida  faz-se no presente. Também me ensinou a não ligar a pequenos problemas de saúde, pois com esses sei bem lidar. O Lupus ensina-me dia a dia  a viver com as minhas limitações, e eu quase já nem dou por elas. Aprendi a viver com a dor, pois como tenho problemas hepáticos não posso estar permanentemente a tomar anti-inflamatórios. Aprendi a andar ao ritmo da doença e consegui. Hoje, só faço o que posso. Nem sempre é fácil, mas acredito que há coisas piores. Adoro viver e nada me vai impedir de continuar a viver a minha vida com alegria e coragem. Tal como dizia Goethe: “A coragem contém em si mesma, o poder, o génio e a magia.” 
E é esta frase que escrevo na primeira página da minha agenda, ano após ano, para que a coragem nunca me deixe e fique sempre comigo, até ao fim, porque sobreviver até é fácil, mas  viver, requer muita coragem.
Pintura de Priscilla Superchi

Brasserie Bofinger





Fundada em 1864, perto da Place des Vosges e da Place de la Bastille, a Brasserie Bofinger é considerada a "mais bela Brasserie de Paris." Fica no coração do Marais, tem  decoração Belle Époque, muito requinte, e a qualidade dos alimentos típicos da Alsácia.

Brasserie Bofinger
5-7 rue de la Bastille, 75004 Paris
www.bofingerparis.com



sexta-feira, 26 de outubro de 2012


Os livros não matam a fome, não suprimem a miséria, não acabam com as desigualdades nem com as injustiças do mundo, mas consolam a alma, e fazem-nos sonhar…

Olavo Bilac
Pintura de Fragonard

quinta-feira, 25 de outubro de 2012



Paciência e senso de oportunidade... tudo vem na sua hora. Não se pode apressar a vida, ela não funciona em horários fixos, como tanta gente quer que seja. É preciso aceitar o que nos chega a cada momento, sem pedir mais...
 
 
Brian Weiss
Pintura de Graham Gercken

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Prémio Dardos


O Premio Dardos foi criado pelo escritor Espanhol Alberto Zambade, quando em 2008, no seu blogue “Leyendas de El Pequeño Dardo”, concedeu o primeiro Prémio Dardo a quinze blogues por ele selecionados. Ao divulgar o prêmio, Zambade, solicitou aos blogues premiados que por sua vez, eles também indicassem outros blogues, ou sites que considerassem merecedores do Prémio. Foi assim deste modo que o Prémio se espalhou na internet.
Segundo o seu criador, o prêmio Dardo, destina-se a “Reconhecer os valores demonstrados por cada blogueiro, diariamente durante o seu empenho na transmissão de valores culturais, Éticos, Literários ou pessoais, demonstrando em suma, a sua criatividade, através do seu pensamento vivo que permanece inato entre as suas palavras.”
O Blog indicado, também, concede este Selo para outros Blogs que fazem a diferença.
O meu Blog (MisturadeAfectos)  foi indicado pelo Blog http://otapetecolorido.blogspot.pt de minha irmã querida Ana Maria. Agradeço do fundo do coração e sinto-me muito honrada por isso.
É muito difícil para mim escolher só alguns Blogs, pois cria sempre uma sensação de injustiça. Por isso ofereço o Selo Dardos, com muito carinho, a todos os Blogs amigos que por aqui passarem…
 

Tudo o que me faz bem, eu guardo no meu coração.
O resto? Apenas passa...

Pintura de Garmash

sexta-feira, 19 de outubro de 2012


Nesta vida temos três professores importantes: o “Momento Feliz”, o “Momento Triste” e o “Momento Difícil’.
O “Momento Feliz” mostra o que não precisamos mudar.
O “Momento Triste” mostra o que precisamos mudar.
O “Momento Difícil” mostra que somos capazes de superar .

Mário Quintana
Pintura de Garmash

Mini Palais – restaurante, bar, lounge


O Mini Palais está localizado no interior do Grand Palais, o que o torna um restaurante sofisticado e elegante com um toque de atelier de artista, onde a iluminação tem um papel fundamental. O terraço, aberto no verão, é de uma beleza excepcional, com as suas colunas imperiais, e com uma vista magnífica da Avenue Winston Churchill e do Petit Palais. Um cenário magnífico, no qual Éric Frechon, chefe do Bristol e três estrelas no Michelin, é o responsável por um menu de excepção, simples, mas ao mesmo tempo elegante e delicioso. O Mini Palais é um lugar efervescente, que vive ao longo do dia, por isso Eric Frechon, para além dos almoços e jantares propõe também um menú especial para petiscar com prazer a qualquer hora do dia, com simplicidade e requinte. E para os amantes de doces, também tem a hora do chá, com uma selecção de chás excelentes, acompanhados de um sortido delicioso de bolinhos. Um luxo!

Grand Palais: Avenue Winston Churchill,  75008 Paris
www.minipalais.com



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A doçura


A doçura é a maestria dos sentidos. Olhos que vêem no fundo das coisas, ouvidos que escutam o coração das coisas, lábios que falam apenas a essência das coisas. A doçura é o resultado de uma longa jornada interior ao âmago da vida, e a habilidade de lá permanecer e observar. A doçura procura pelo bem nas coisas, pois no seu coração reside a convicção de que o bem existe, é só ter paciência para descobri-lo.

Brahma Kumaris
Pintura de Tracy Lizotte

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Realidade


 
A espantosa realidade das coisas,
É a minha descoberta de todos os dias.
Cada coisa é o que é.
E é difícil explicar a alguém o quanto isso me alegra,
E quanto isso me basta.

 
Fernando Pessoa
Pintura de Pino Daeni

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A ternura



A ternura é a emoção mais facilmente partilhada. A vida torna-se todos os dias numa festa, quando a ternura está presente…

Jean Gastaldi
Pintura de Tracy Lizotte

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Abraço


De repente , me deu vontade de um abraço...
Uma vontade de entrelaço, de proximidade, de amizade, sei lá !
Talvez um aconchego amigo e meigo, que enfatize a vida e amenize as dores,
Que fale sobre os amores, seja afectuoso e ao mesmo tempo forte...
Me deu vontade de poder ter saudade de um abraço.
Um abraço que eternize o tempo e preencha todo o espaço.
Mas que me faça lembrar do carinho, que surge devagarinho,
Na magia da união dos corpos, das auras, sei lá!
Lembrar do calor das mãos, acariciando as costas, a dizerem : - Estou aqui !
Lembrar do enlaçar dos braços, envolventes e seguros, afirmando : - Estou com você !
Lembrar da transfusão de força, ou até da suavidade do momento, sei lá.
Então, pensei em como chamar esse abraço: abraço poesia, abraço força, abraço união,
Abraço suavidade, abraço consolo e compreensão, abraço segurança e justiça,
Abraço verdade, abraço cumplicidade...
Mas o que importa é a magia desse abraço, a fusão de energias que harmoniza,
Integra o todo e se traduz no cosmos, no tempo e no espaço...
Só sei que agora , me deu vontade desse abraço...
Um abraço que desate os nós, transformando-os em envolventes laços,
Que sirva de "colo", afastando toda e qualquer angústia,
Que desperte a lágrima de alegria e acalme o coração...
Um abraço que traduza a amizade, o amor e a emoção....

Vinicius de Moraes
Pintura de Karen Wallis

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Cegonhas



Sou apaixonada por aves, e um dos meus grandes afectos de sempre, é a cegonha. Adoro cegonhas!!!
E enche-me de alegria passar em estradas e caminhos onde as possa ver.
Sabiam que a cegonha é fiel por toda a vida?
Sim é verdade a cegonha branca fica toda a sua vida com um mesmo parceiro.
Talvez por isso o nome desta ave em hebraico signifique "alguém fiel" e isto não é um privilégio só do parceiro. Esta ave é fiel também às suas origens, e a maioria delas voltam aos seus ninhos ano após ano, logo que o inverno se vai.
O macho e a fêmea dividem a incubação e a alimentação dos filhotes numa dedicação extrema.
A cegonha é uma ave com uma envergadura de 95 a 105 cms de comprimento e uma beleza uniforme na forma elegante com que voa.
O seu habitat é variado e a alimentação inclui pequenos vertebrados. São animais migratórios e monogâmicos. As cegonhas não têm faringe e por isso não emitem sons vocais, emitem sons batendo com os bicos, actividade a que se dá o nome de gloterar.
As cegonhas vivem em locais como campos abertos, margens de lagos e lagoas, zonas pantanosas, prados húmidos, várzeas, cidades, pântanos e pastagens.
Comem rãs, cigarras, cobras, insectos, minhocas e peixes.
Os filhotes saem da casca na Primavera e quando chove a cegonha abre as asas para protegê-los. Põe cerca de 3 a 5 ovos, e a sua incubação é de 20 a 30 dias.
A cegonha é uma ave dócil e protectora, que dedica toda  a vida atenção especial e carinho às aves doentes ou mais velhas. Os antigos romanos criaram uma lei incentivando as crianças a cuidarem dos idosos, denominada Lex Ciconaria (Lei da Cegonha).
As cegonhas costumam fazer os ninhos ao lado da chaminé das casas e voltam sempre para o mesmo lugar, para pôr ovos e cuidar dos filhotes. A mistura de generosidade e fidelidade ao ninho criou um símbolo perfeito.
A lenda da cegonha como símbolo de maternidade espalhou-se pelo mundo no século XIX, através dos contos do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen.

Pintura de P. Alves
Foto minha

 
Sou bem mais feliz que triste, mas às vezes fico distante. E me perco em mim como se não houvesse começo nem fim nessa coisa de pensar e achar explicação pra vida. Explicação mesmo, eu sei que não há. E me agarro ao meu sentir porque, no fundo, só o meu coração sabe...

Fernanda Mello
Pintura de Nora Kasten

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Há pessoas que nos fazem voar...


Há pessoas que nos fazem voar… Primeiro, porque o vento começa a soprar dentro da gente, e lá, de cantos escondidos de nossas montanhas e florestas internas, aves selvagens começam a bater asas, e a gente não sabia que tais entidades mágicas moravam dentro de nós, e elas nos surpreendem, e nós nos descobrimos mais selvagens, mais bonitos, mais leves, com uma vontade incrível de subir até as alturas, saltando, saltando de penhascos, pendurados numa asa-delta…

Rubem Alves
Pintura de Susan Rios