Aqui, partilho afectos.
E escrevo o que penso, do que gosto, do que me inspira.


sexta-feira, 30 de novembro de 2012



Estranho poder este da lembrança: tudo o que me ofendeu me ofende, tudo o que me sorriu sorri...

Vergílio Ferreira in “Manhã Submersa”
Pintura de Marina Dieul


Um relógio monumental



Este relógio, pintado e decorado com mosaico é o elemento central deste edifício na Rue Reaumur, 61-63, em Paris. A sua construção data do ano 1900. Simplesmente magnífico!


quarta-feira, 28 de novembro de 2012

 
E não importa quão pesados sejam os dias e as horas que passam, o que realmente precisamos, é de um pouco de leveza na alma, e de todas essas coisas que fazem transbordar o coração...

Pintura de Rosanne Pomerleau

sexta-feira, 23 de novembro de 2012



E existem aquelas pessoas, que por mais distantes que estejam, ainda continuam perto. Aquelas, que passe o tempo que passar, serão sempre lembradas por algo que fizeram, falaram, mostraram, ou nos fizeram sentir. É isso. As pessoas são lembradas pelos sentimentos que despertaram em nós, e quanto maior o sentimento, maior se torna a pessoa.

Caio Fernando Abreu
Pintura de An He

quarta-feira, 21 de novembro de 2012



Doçura é a maestria dos sentidos. Olhos que vêem no fundo das coisas, ouvidos que escutam o coração das coisas, lábios que falam apenas a essência das coisas…

Brahma Kumaris
Pintura de Donald Zolan

terça-feira, 20 de novembro de 2012

O cipreste no jardim



Na tua presença
Sinto-me pequena,
Insignificante,
E o ser mais amado.
Na tua presença
Nada sei
E tudo vejo.
Na tua presença
O passado e o futuro
Fundem-se no presente.
Na tua presença
O desconhecido revela-se.
Na tua presença
Os problemas esvaem-se.
Na tua presença
Noite e dia
Lua e sol
Tempestade e calmaria
Encontram-se
Numa só nota musical.
E ouço a música,
Bebo do teu calor,
Meu cálice
Se transborda,
Choro,
Rio,
Danço
E canto.
Sinto o amor
Que é meu,
Que é teu,
Que é...
Meus olhos
Brilham nos teus,
Sinto a vida,
O momento,
E olho
Para o cipreste no jardim…

Ma Prem Arsha
Pintura de M.J.Marinho
 

 


segunda-feira, 19 de novembro de 2012



É a possibilidade que me faz continuar. Ainda acredito que tudo é possível…

Pintura de Juan Fortuny

Sapins de Noël Fashion 2012




Por ocasião dos 150 anos do Hotel InterContinental Paris Le Grand e da casa  Ladurée, é o célebre confeiteiro de macarons que organiza a 6ª Edição dos “ Pinheiros de Natal Fashion” do Hotel.
Como todos os anos, o Hotel InterContinental Paris Le Grand, situado por trás da Opéra de Paris, acolhe para as festas de fim de ano uma colecção de “Sapins Fashion” (pinheiros de natal fashion).
Festejando este ano os seus 150 anos, aliou-se a uma outra casa de grande prestígio, que tal como o Hotel também nasceu em 1862, Ladurée. De 1 de Dezembro de 2012 a 12 de Janeiro de 2013, o publico poderá admirar no hall de entrada 6 Pinheiros de Natal imaginados pela casa Ladurée, e decorados, claro está, por…. macarons. De ouro e cahemira, estes bolinhos redondos e coloridos que têm feito sucesso pelo mundo inteiro, servirão de decoração de Pinheiros de Natal estilizados.

Hotel InterContinental Paris Le Grand
2 Rue Scribe, 75009 Paris

O Mercado de Natal dos Champs-Elysées


O Mercado de Natal dos Champs-Élysées é o mais famoso dos mercados de Paris. Os Mercados de Natal são sempre um acontecimento cheio de magia e cor, que alegram o dia a dia da capital francesa.
O Mercado de Natal dos Champs-Elysées é organizado por Marcel Campion, o proprietário da Grande Roda da Concorde, que para além deste Mercado, também organiza a Feira das Tuilleries.
De 16 de Novembro a 7 de Janeiro, o Mercado estende-se da rotunda dos Champs-Élysées à  Place de la Concorde. 170 casinhas vendem produtos de artesanato e gastronomia, onde estão representadas várias regiões de França, e também alguns países estrangeiros. Também se podem comprar objectos de decoração natalícia, e é claro, nalgumas casinhas pode-se comer e beber.
No Mercado de Natal dos Champs-Elysées também existem atracções como carrosséis, pista de patinagem, e à noite os visitantes podem contar com a presença do Pai Natal, com o seu trenó.
 

domingo, 18 de novembro de 2012


Todos sabemos que não somos eternos... mas passamos a vida a adiar...
Amanhã faço... amanhã digo... amanhã vou...
Mas virá um dia em que não haverá amanhã,
e as palavras e os sentimentos vão acabar por morrer dentro de nós,
e afinal é tão fácil dizer: GOSTO DE TI.

Pintura de Alex Lashkevich

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

 
Os segredos estão dentro de nós. Como tudo o que sabemos, também os segredos nos constituem. Também os segredos são aquilo que somos. Quando os seguramos, quando somos mais fortes e os contemos, alastram-se em nós. Desde dentro, chegam á nossa pele. Depois, avançam até sermos capazes de os reconhecer. Então, nesse momento, já não são apenas os segredos que estão dentro de nós, somos também nós que estamos dentro dos segredos.

José Luís Peixoto, in "Dentro do Segredo"
Pintura de Daniel Gerhatz

E a vida vai tecendo laços quase impossíveis de romper…
Tudo que amamos são pedaços vivos do nosso próprio ser.

Manuel Bandeira
Pintura de Donald Zolan

O "Martinho da Arcada"


O café "Martinho da Arcada" é um dos locais mais emblemáticos de Lisboa. Fica sob as arcadas da Praça do Comércio, foi inaugurado em 1782, e ficou sempre conhecido pela sua ligação a escritores e personalidades da cultura.
Um dos seus mais ilustres clientes foi o poeta Fernando Pessoa que quando não estava n’ A Brasileira, costumava fazer aqui as suas refeições e passar longas horas escrevendo, sempre na mesma mesa. As paredes encontram-se decoradas com fotografias do poeta e até tem a cópia do seu Bilhete de Identidade.
Outras  personalidades da cultura portuguesa como o pintor Amadeo de Souza-Cardoso e o poeta Cesário Verde também foram clientes habituais. Actualmente, é sobretudo escolhido por turistas para beber  um café ou um copo na esplanada virada para a Praça do Comércio, mas o Martinho da Arcada também serve almoços e jantares de cozinha portuguesa.

(fotos da net)

 
 

sábado, 10 de novembro de 2012

Dever de sonhar

Eu tenho uma espécie de dever,
dever de sonhar,
de sonhar sempre,
pois sendo mais do que
um espectador de mim mesmo,
eu tenho que ter o melhor espetáculo que posso.
E assim me construo a ouro e sedas,
em salas supostas, invento palco, cenário,
para viver o meu sonho,
entre luzes brandas
e músicas invisíveis....


Fernando Pessoa
Pintura de Maria Kurbatova

terça-feira, 6 de novembro de 2012

A Confeitaria Nacional


A Confeitaria Nacional foi inaugurada em  Dezembro de 1829. Baltazar Rodrigues Castanheiro foi o seu fundador. Um confeiteiro que se manteve à frente do negócio até à sua morte, em 1869. Sucedeu-lhe o seu filho mais novo, que tinha o mesmo nome do pai, mas era conhecido por Baltazar Júnior. Durante a sua gerência, a Confeitaria Nacional conquistou o paladar dos lisboetas, contratando confeiteiros em Paris e Madrid, expandindo-se para o andar superior, onde se instalou um requintado salão, dividido em gabinetes, como era costume na época. Com o seu prestígio conseguiu o disputado título de “Fornecedora da Casa Real”, e prémios nas exposições internacionais de Viena, Filadélfia, Paris e Lisboa. Foi o primeiro estabelecimento em Lisboa a ter iluminação a gás e a instalar um dos primeiros telefones de Lisboa, cujo aparelho ainda se mantém no local. Naquela época, a Confeitaria Nacional oferecia aos seus clientes artísticas construções de açúcar e amêndoa, lampreias de ovos e, para comemorar os feitos de Mouzinho de Albuquerque, uns bolos de chocolate que se chamavam “gungunhanas”.  Foi Baltazar Júnior que introduziu em Portugal o “bolo- rei”, depois de uma viagem a Paris, de onde trouxe a receita. Em 1913, um neto do fundador ampliou o estabelecimento e instalou o salão de chá que ainda hoje existe. Foi ele também que estendeu o negócio da confeitaria à pastelaria, iniciando exportação dos doces para o Brasil.
Em 1940 o Presidente da República Óscar Carmona, em sessão solene atribuiu-lhe o diploma de Casa Centenária. Hoje, 180 anos após a sua fundação, a Confeitaria Nacional continua nas mãos da mesma família e mantém inalterada a sua reputação de Casa de Chá, Pastelaria e  Confeitaria. No primeiro andar também se servem refeições.
 
 
 
Confeitaria Nacional
Praça da Figueira nº 18-B, Lisboa
(fotos retiradas da net)
 
 

 


Eu adoro viver! Já me senti ferozmente, desesperadamente, agudamente infeliz e dilacerada pelo sofrimento. Mas apesar de tudo, ainda sinto com absoluta certeza, que estar viva é sensacional.

Agatha Christie
Pintura de  An He

segunda-feira, 5 de novembro de 2012




Hoje, queria um dia
feito de horas… para oferecer.
Porque há dias diferentes.
Dias especiais
Em que queremos encomendar o sol,
A luz do horizonte, a doçura do ar.
Queria oferecer um dia hoje.
Um dia perfeito,
Embrulhado em momentos guardados.
Talvez com uma fita cor de certeza
calma, e um laço pleno de voltas cúmplices.
Só um dia. Dado assim...

Mário Quintana
Pintura de Pino Daeni

sábado, 3 de novembro de 2012







"Amanhã eu fico triste. Amanhã.
Hoje não... hoje fico alegre.
E todos os dias, por mais amargos
E dolorosos que sejam, eu digo:
Amanhã eu fico triste, hoje não."

Este pequenino poema foi escrito por um rapazinho de 8 anos, Motele, na parede de um dos dormitórios de crianças, no campo de concentração nazi de Auschwitz, durante a 2ª Guerra Mundial. É um poema pequenino, mas enorme em significado, que me toca profundamente. Leio-o muitas vezes...

Pintura de Corinne Hartley

sexta-feira, 2 de novembro de 2012


Por vezes, tenho medo do tempo. De quem ele leva, do que ele apaga e do que ele pode trazer...

Priscila Stuani
Pintura de Johan Messely