Aqui, partilho afectos.
E escrevo o que penso, do que gosto, do que me inspira.


segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Feliz 2014!!!


Para todos, desejo o sonho realizado. O amor esperado. A esperança renovada.
Desejo todas as cores desta vida. Todas as alegrias que vos façam sorrir. Todas as músicas que vos façam emocionar. Desejo-vos amigos mais cúmplices, e que a vossa família fique mais unida, que a vossa vida seja mais bem vivida.
Gostaria de vos desejar tantas coisas, mas nada seria suficiente... 
Então, desejo-vos apenas que tenham muitos desejos. Desejos grandes, e que eles vos possam mover, a cada minuto, rumo à felicidade.

Carlos Drummond de Andrade (com adaptação minha)
Imagem retirada da net


Feliz Ano Novo a todos os meus amigos, e também a quem por aqui passa e perde um pouco do seu tempo a ler o que vou escrevendo..

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Feliz Natal!

 
Hoje é Dia de Natal. E o Natal, é uma época de benevolência, perdão, generosidade e alegria. A única época que conheço, no calendário do ano, em que as pessoas parecem, de comum acordo, abrir livremente os seus corações. E no ar fica um clima diferente, que aquece, que conforta.
Hoje, festejamos o nascimento de Jesus. E desejo a todos um Feliz Natal!

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

O pinheiro de Natal


Conta a história que na noite de Natal, junto ao presépio, se encontravam três árvores: uma tamareira, uma oliveira e um pinheiro.
As três árvores ao verem Jesus nascer, quiseram oferecer-lhe um presente. A oliveira foi a primeira a oferecer, dando ao menino Jesus as suas azeitonas. A tamareira, logo a seguir, ofereceu-lhe as suas doces tâmaras. Mas o pinheiro como não tinha nada para oferecer, ficou muito infeliz.
As estrelas do céu, vendo a tristeza do pinheiro, que nada tinha para dar ao menino Jesus, decidiram descer e pousar sobre os seus ramos, iluminando e adornando o pinheiro, que assim se ofereceu, cheio de alegria, ao menino Jesus.


(imagem retirada da net)

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

A um ti que eu inventei


Pensar em ti é coisa delicada.
É um diluir de tinta espessa e farta
e o passá-la em finíssima aguada
com um pincel de marta.

Um pesar grãos de nada em mínima balança,
um armar de arames cauteloso e atento,
um proteger a chama contra o vento,
pentear cabelinhos de criança.

Um desembaraçar de linhas de costura,
um correr lã que ninguém saiba e oiça,
um planar de gaivota como um lábio a sorrir.

Penso em ti com tamanha ternura
como se fosses vidro ou película de loiça,
que apenas com o pensar te pudesses partir.


António Gedeão, in “Poesia Completa”
Pintura de Hans Heyerdahl

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Le VIillage Royal



No 8e arrondissement, mesmo no coração do Paris chic e glamoroso, onde abundam atracções culturais e turísticas, encontra-se uma passagem encantadora, ainda preservada do tumulto da cidade: Le Village Royal (também chamada Cité Berryer). Fica situada a poucos passos da Église de la Madeleine, próximo da Place de la Concorde, da Place Vendôme e também do Jardin des Tuileries.
A Village Royal acolhe lojas de grande prestígio como Dior ou Chanel. E nesta época do ano está magnificamente decorada.
A rua foi integralmente renovada em 1992, para se tornar numa montra da elegância parisiense, conservando ao mesmo tempo o seu aspecto histórico. Hoje, é um local original e obrigatório para compras no quartier Saint-Honoré.
Um pouco de História: 
Le Village Royal foi inaugurada em 1746 como resposta ao crescimento da população. Nessa época era um terreno privado, sem nenhuma habitação. Existia apenas uma importante caserna num dos lados do terreno: a caserna da guarda real do rei Louis XIII, os célebres Mosqueteiros.
O 8e arrondissement tornou-se um bairro de moda a partir da segunda metade do séc. XVIII, quando financeiros e alta burguesia quiseram sair do Marais, que já se encontrava saturado de população. Para responder ao desenvolvimento do bairro, foi decidido criar um mercado, o “Marché d’Aguesseau “, que viria a acolher comerciantes de todas as áreas.
Depois da sua renovação em 1992, o mercado tornou-se  “Village Royal”. O comércio simples e tradicional cedeu lugar ao comércio de luxo, mas a rua conserva a sua atmosfera de antigamente, com as suas casas baixas de magníficas fachadas, e as suas lojas sempre magnificamente decoradas. Uma agradável passagem com um charme sofisticado mas delicado, onde é sempre agradável passear em qualquer época do ano.

Fotos de Denise Jacobs "France d'art et de lumière"




terça-feira, 12 de novembro de 2013


Vivo cada dia, como se fosse cada dia. Nem o último nem o primeiro - o Único.

Pablo Neruda

Pintura de Helène Beland

sábado, 9 de novembro de 2013

Nem todos os dias são bons

 
Nem todos os dias são bons, mas existe sempre algo de bom todos os dias. Todos os dias são uma sucessão de boas oportunidades.

Jorge Madureira in "O andamento dos dias"
Pintura de Iris Scott

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Acreditar


Acredito em milagres, em intuições, em abraços e em declarações de amor. Desacreditar seria desistir, seria entristecer. E eu recuso todo e qualquer convite da tristeza. Alegria é o que me inspira. Emoção, o que me traduz. Acreditar é o que explica a minha vida.

Yohana Sanfer
Pintura de François Batet

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Minha alma


Minha alma tem o peso da luz. Tem o peso da música. Tem o peso da palavra nunca dita, prestes quem sabe a ser dita. Tem o peso de uma lembrança. Tem o peso de uma saudade. Tem o peso de um olhar. Pesa como pesa uma ausência. E a lágrima que não se chorou. Tem o imaterial peso da solidão no meio de outros…


Clarice Lispector

domingo, 6 de outubro de 2013

Hoje, queria um dia...

Hoje queria um dia
feito de horas de oferecer.
Porque há dias diferentes.
Dias especiais em que queremos encomendar o sol,
a luz do horizonte, a doçura do ar.
Queria oferecer um dia hoje.
Um dia perfeito.
Embrulhado em momentos guardados.
Talvez com uma fita cor de certeza calma,
e um laço pleno de voltas cúmplices.
Só um dia.
Dado assim...

Mário Quintana
Pintura de Vladimir Volegov

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

A Rosa Lalande de Pomerol


Um dos meus grandes afectos, é sem dúvida a rosa. Adoro rosas, e fiquei maravilhada quando vi a notícia de uma rosa maravilhosa que acaba de ser criada por Georges Delbard numa vinha: a Rosa Lalande de Pomerol. 
Quem é conhecedor sabe que a rosa é uma aliada do vinho, ou mais exactamente, da vinha. Em França é comum a presença de rosas na maior parte das vinhas, e a razão é que ela desempenha um papel muito importante na qualidade da produção vinícola.
As roseiras nas vinhas fazem parte de uma já longa história. A sua cor determina a propriedade da parcela e facilita o trabalho dos trabalhadores sazonais. Mas as rosas servem também para proteger as vinhas das doenças. Sensíveis a doenças como o míldio ou o oídio, que podem dizimar uma boa parte da colheita, as rosas assinalam assim, com algum avanço, a chegada destas doenças, o que permite aos agricultores tratarem preventivamente as suas vinhas, e salvarem as uvas.
E numa vinha prestigiosa como Lalande de Pomerol, o colorido destas rosas dá-lhe um toque de classe, beleza e poesia.

A Rosa Lalande de Pomerol é uma rosa magnífica de um rosa profundo, incrívelmente luminosa, e delicadamente perfumada com notas frutadas de limão, manga ou ainda de frutos vermelhos, permitindo compor bouquets sublimes.


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Para a melhor irmã do mundo


Parabéns mana, neste dia tão especial, em que as duas completamos mais um ano de vida! Muitas felicidades, paz, saúde, amor e muita luz no teu caminho!
Contigo a meu lado, o difícil parece sempre fácil. A irritação passa a estado de graça. As nuvens negras passam a ser cor-de-rosa. O que tinha importância deixa de ter, para ser substituído pelo que realmente importa. Mas, sabes do que gosto mais? Da sensação de calma quando nos sentamos para conversar… uma calma que não se limita a ser aparente, mas real, e que se mistura com uma confiança que não se baseia em palavras mas em atitudes, com uma segurança que me faz planear e agir, falar e consolidar, e ter a certeza que contigo, posso enfrentar qualquer obstáculo.
Obrigada por estares sempre ao meu lado, obrigada pelo teu amor incondicional, obrigada por tudo, estrelinha-guia.
Deus fez-nos irmãs, mas os nossos corações fizeram-nos amigas. Adoro-te!


Pintura de Dima Dmitriev

terça-feira, 10 de setembro de 2013

O Lago Hillier


Quem me conhece, sabe da minha predilecção pela cor rosa. Desde menina que foi sempre a minha cor preferida. Por isso hoje não podia deixar de postar sobre um lago espectacular, do qual tomei conhecimento, e que me deixou encantada – O lago Hillier.
O lago Hillier fica situado no arquipélago Recherche, na Austrália, no coração de uma floresta de eucaliptos e separado do mar por uma praia de areia branca.  
Sobre o porquê da tonalidade rosa da sua água, alguns cientistas acreditam que é devido à baixa concentração de nutrientes e diferentes tipos de algas e bactérias. Outros acreditam que resulta da reacção da água salgada com um depósito de bicarbonato de sódio na região ou bactérias halófilas vermelhas nas crostas de sal. Seja qual for a explicação, o que não há dúvida é que é lindíssimo.

(fotos retiradas da net)



sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Às vezes


Às vezes sentimos que o tempo chegou ao fim...
A solução é pegar no fim e metê-lo à boca, como se fosse uma pastilha elástica, derreter o sabor que o envolve, por amargo que seja, e no fim pegar nesse resto que ficou e, tal como se faz à pastilha elástica, deitá-lo fora.
Para que queremos nós o nosso próprio fim? Já bastou tê-lo saboreado, derretido na boca, sentido o seu amargo sabor. Então, libertos do nosso fim, veremos que as portas se voltarão a abrir, que a gente continua a andar à nossa volta, que a sombra já não nos mete medo, e que se nos voltarmos teremos pela frente o rosto desejado, o amor, a vida de que o fim nos queria ter privado.

Nuno Júdice, in “Fórmulas de uma luz inexplicável”
Pintura de Aldo Luongo


quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Um dia...


Um dia aparecerá alguém que nos trará leveza. Se não vier com as respostas, virá com a mesma sede de busca por elas. Se não acalmar a nossa tempestade, nos levará a um lugar seguro. Um dia aparecerá alguém que tornará o nosso caminho mais sereno e bonito.

Camila Gomes

Pintura de Rob Hefferan

domingo, 25 de agosto de 2013

Le Château de la Montchevalleraie



É por um caminho ladeado de árvores, que chegamos ao maravilhoso Château de la Montchevalleraie, em Anjou, no Pays de la Loire. Fica situado num parque de 6 hectares, com pomar, uma horta, um jardim com magníficas roseiras, um lago natural, árvores centenárias como plátanos, pinheiros, cedros, e recantos magníficos para repousarmos depois de revigorantes passeios. É uma mansão privada, cheia de beleza e charme, construída em finais do séc. XVIII.





O château de la Montchevalleraie dispõe de alguns quartos para hóspedes, decorados com mobilias e objectos de época. O seu proprietário, Monsieur Christian Boulmant Nomballais, é o anfitrião perfeito, recebendo hóspedes e amigos com generosidade, num ambiente delicado, romântico e de extrema elegância.




Os meus agradecimentos a Monsieur Christian Boulmant de Nomballais.
 



terça-feira, 13 de agosto de 2013

Desejo...


Desejo que o tempo seja feito de sonhos, recheados com esperanças, e delicadamente coberto com amor, como se o tempo fosse um doce, um desejo de infância, um tempo de ser feliz…

Paulo Roberto Gaefke

Pintura de Luís Ribas

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Um dia...


Um dia, quando a ternura for a única regra da manhã, acordarei entre os teus braços. A tua pele será talvez demasiado bela, e a luz compreenderá a impossível compreensão do amor.
Um dia, quando a chuva secar na memória, quando o inverno for tão distante, quando o frio responder devagar com a voz arrastada de um velho, estarei contigo e cantarão pássaros no parapeito da nossa janela. Sim, cantarão pássaros, haverá flores, mas nada disso será culpa minha, porque eu acordarei nos teus braços e não direi nem uma palavra, nem o princípio de uma palavra, para não estragar a perfeição da felicidade.

José Luís Peixoto, in “A criança em ruínas”

Pintura de Garmash

terça-feira, 30 de julho de 2013

A Esperança


Lá bem no alto do décimo segundo andar do ano,
Vive uma louca chamada Esperança.
E ela pensa que quando todas as sirenas,
Todas as buzinas,
Todos os reco-recos tocarem,
Atira-se 
— Ó delicioso vôo!
Ela será encontrada
miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá (É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho,
para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA.

Mário Quintana
Pintura de Mary J. Cross


domingo, 21 de julho de 2013


 
Apesar de alguns pesares, dos dias difíceis, de caminhos contrários e por vezes tortuosos, o privilégio de existir continua a fazer da minha vida a maior dádiva que já recebi.

Erick Tozzo
Pintura de Garmash


quarta-feira, 10 de julho de 2013

O Elevador de Santa Justa, em Lisboa

O elevador de Santa Justa, também conhecido como elevador do Carmo, foi inaugurado em Julho de 1902. O projecto é de Raoul Mesnier du Ponsard, um engenheiro natural do Porto, e  de ascendência francesa. Este engenheiro estudou em França e foi contemporâneo de Gustave Eiffel, o grande mestre da arquitectura do ferro característica da revolução industrial. O elevador de Santa Justa, com 45 metros de altura e integralmente construído em ferro forjado, faz a ligação entre a rua do Ouro e o largo do Carmo. Apresenta-se em estilo neo-gótico, com decorações em filigrana e foi classificado como monumento nacional em 2002.
Este é um dos quatro elevadores públicos em funcionamento em Lisboa, com os do Lavra, Glória e Bica, mas é o único vertical. Movido inicialmente a vapor, passou a ser accionado por energia eléctrica em 1907. O transporte de passageiros é feito por duas elegantes cabines de madeira com acessórios em latão, cada uma com capacidade para 20 pessoas. A ascenção por estas cabines dá acesso a um passadiço de 25 metros, que leva os passageiros até ao largo do Carmo. Este passadiço esteve fechado após o grande incêndio do Chiado em 1988, mas foi reaberto em 2005. Para além de ser um monumento único em Lisboa, o elevador de Santa Justa é também um fantástico miradouro sobre a cidade.
O terraço é alcançável através de uma apertada escada em caracol e oferece uma vista panorâmica para o Castelo de São Jorge, a praça do Rossio e a zona da Baixa. Este elevador funciona todos os dias das 7h00 às 22h00, estendendo o horário de funcionamento no verão, até às 23h00. A bilheteira inferior localiza-se por trás da torre de ferro, debaixo dos degraus da rua do Carmo. O bilhete é válido para duas viagens e inclui o acesso ao miradouro. Também é possível subir apenas ao miradouro, todos os dias das 8h30 às 20h30 (o bilhete custa 1,50 euros), mas preparem-se para as filas de turistas que continuamente se formam nas entradas deste Elevador. Há um restaurante italiano que funciona no passadiço de acesso ao largo do Carmo, o Bella Lisa Elevador.

Fonte: www.ezimut.com





segunda-feira, 1 de julho de 2013

Ternura


Ternura é aquele afecto brando, que no amor nos leva a dar mais do que receber…

Manuel Bandeira

Pintura de Natalia Bryliova

domingo, 30 de junho de 2013

Reticências...

 
Gosto de reticências... os três pontinhos intermitentes que sugerem que nada está fechado, que nada acabou, que algo ainda pode acontecer. Tal como a vida, onde nada está definido, onde tudo está em construção. Vivo assim... numa eterna reticência... tanto ainda por dizer, tanto ainda por fazer... gosto da expectativa da continuação....

Pintura de Richard S. Johnson

sexta-feira, 28 de junho de 2013

O Ascensor da Bica



Assinala-se hoje, dia 28 de Junho, o 121.º aniversário da inauguração do Ascensor da Bica.
Este ascensor, produto da Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa, foi inaugurado no dia 28 de Junho de 1892, estabelecendo, então como ainda hoje, ligação entre a Rua de S. Paulo e o Largo do Calhariz.
Inicialmente funcionava através do sistema tramway-cabo e máquinas a vapor, que asseguraram o serviço até ao momento em que foi decidida a electrificação do sistema, em 1914.
Anos mais tarde, em 1916, durante os trabalhos de assentamento de um dos novos carros sobre os carris, um acidente precipitou-o de encontro à Estação da Rua de S. Paulo provocando danos avultados. Em consequência, o Ascensor da Bica permaneceu inactivo durante vários anos até que, em 1923, foi decidido retomar o seu funcionamento.
O sistema então adoptado previa que os carros, desprovidos de órgãos próprios de locomoção e com caixas de bancos transversais repartidos por três compartimentos dispostos em “plateia”, fossem accionados por um motor instalado num subterrâneo da Estação do Largo do Calhariz.
Em Junho de 1927 o Ascensor da Bica retomava o serviço, sendo já, nesta data, propriedade da CARRIS, por, em finais do ano anterior, a Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa se ter dissolvido, tendo transferido para a CARRIS, não apenas a concessão de que era proprietária, mas, também, todo o seu material fixo e circulante.
Tal como os seus congéneres das Calçadas do Lavra e da Glória, o Ascensor da Bica está classificado, desde Fevereiro de 2002, como Monumento Nacional e detêm o privilégio de ter sido um dos primeiros transportes que Lisboa possuiu defrontando com êxito uma das suas encostas mais íngremes.





segunda-feira, 24 de junho de 2013


Levo no peito todos os sorrisos e lágrimas que já distribuí. Levo na alma tudo o que me é fundamental. Trago comigo as boas lembranças e algumas marcas, e cicatrizes que não se desfazem com o passar do tempo. Mas sei que um dia tudo vai ficar mais claro, mais tranquilo, mais cheio de harmonia…

Clarissa Corrêa
Pintura de Anna Rose Bain


terça-feira, 11 de junho de 2013

A vida...


A vida surpreende-nos sempre. Com coisas boas e más, bonitas  e feias. Com sorrisos e lágrimas. Com presentes e com sustos. A vida, foi-nos dada para a vivermos o melhor que pudermos. Com coragem.  Enfrentando cada desafio com a cabeça erguida. E quando tivermos que a baixar, que seja para rezar.
As decepções da vida devem ser utilizadas para nos fazer reflectir, e nunca esmorecer, pois a vida acaba sempre por nos surpreender.
Na minha vida, tenho passado por muitas tristezas, por muitas dores, por muitas decepções, mas continuo a achar que vale a pena viver. A vida é emocionante e fascinante, e pulsa com toda a força no meu coração.


Pintura de Alexey Slusar

segunda-feira, 10 de junho de 2013


Em cada novo dia, corto as fitas, reverencio o céu, reinauguro a alma...

Pe Fábio de Melo
Pintura de Kim Starr

domingo, 9 de junho de 2013

Lisboa está em Festa

 
Junho é o mês dos Santos Populares, e das Festas de Lisboa, que tem assim este mês a maior manifestação da cultura e tradição da capital portuguesa. Todos os dias, a todas as horas, quer nos espaços públicos mais emblemáticos da cidade quer nas ruas dos bairros históricos, há sempre alguma coisa a acontecer: animações de rua, concertos de fado, teatro e espectáculos. E todas as noites, os vários bairros de Lisboa organizam os Arraiais Populares. Pelos pátios e ruas engalanadas da cidade canta-se e dança-se ao som de música popular, saboreia-se sardinha assada, chouriço e caldo verde, bem acompanhados por cerveja e bom vinho.

(fotos retiradas da net)


sábado, 8 de junho de 2013


O optimismo tem as suas raízes no tempo. A esperança tem as suas raízes na eternidade. O optimismo alimenta-se de grandes coisas. Sem elas, morre. A esperança alimenta-se de pequenas coisas. Nas pequenas coisas ela floresce…

Rubem Alves
Pintura de Garmash

quinta-feira, 6 de junho de 2013


...Mas como menina teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades, enquanto elas tentam fugir de mim. A manter o meu bouquet de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica, dá sempre para tirar um coelho da cartola. E refaço, colo, pinto e bordo. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo...

Caio F. Abreu

Pintura de Daniel Gerhartz

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Colher o dia


Colher o dia…
É esse meu desejo para sempre:
Colher o dia!
Colher cada dia que eu tiver.
Colher de forma intensa.
Como se ele fosse a melhor
E mais farta colheita de minha vida.
E na verdade
Nunca sabemos se haverá outra…
Provavelmente sim,
Mas colherei hoje o melhor de mim.


Pintura de Steve Hanks

segunda-feira, 27 de maio de 2013


Orgulho-me de ser humana, de ter a capacidade de me emocionar, de me doar, chorar, sentir e, também, fraquejar. Orgulho-me por ter entendido que não faço nada sozinha. É que nós precisamos, sim, dos outros para viver. E é aí que exercitamos uma das coisas mais bonitas desta vida: a humildade…

Clarissa Corrêa

Pintura de Alexander Averin

sexta-feira, 24 de maio de 2013


Preciso de magia. Não consigo viver a preto e branco…

Friedrich Nietzsche

Pintura de Richard S. Johson

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O Chalet des Iles



Em Paris, à beira de um lago, em pleno coração do Bois de Vincennes, existe um restaurante singular: o “Chalet des iles”.
A história deste Chalet suíço remonta a 1847, quando o exército prussiano que estava instalado no Bois de Vincennes, foi expulso por Napoleão III, que o mandou limpar. Foi então arranjado por Adolphe Alphand e Gabriel Davioud, que criaram lagos artificiais e pequenas pontes, permitindo aos residentes, agradáveis passeios de domingo. A cidade de Paris fez posteriormente a aquisição do Chalet suíço para a Exposição Universal de 1867, que marcou o apogeu do Segundo Império. A cidade de Paris decidiu colocar o edifício precisamente na Ilha de Reuilly, tornando-o num kiosque onde se vendia limonada, e bolas de gelado, enquanto uma orquestra tocava no seu interior e, lá fora se jogava mini-golf.
Anos mais tarde, Jean-Michel Calvert e Jean-Baptiste Aubertin apaixonam-se por este Chalet e decidiram dar-lhe mais vida, num desafio que consistiu em conservar o seu ambiente acolhedor e bucólico, mas ao mesmo tempo com um toque contemporâneo, sublimado pela vista sobre os lagos e jardins, tornando-o um grande sucesso.
Este delicioso Chalet é, desde então, um restaurante elegante, naturalmente chic, com uma cozinha audaciosa inspirada nos pratos tradicionais franceses.

Le Chalet des Iles, Lac du Bois de Bologne, Paris