Aqui, partilho afectos.
E escrevo o que penso, do que gosto, do que me inspira.


segunda-feira, 29 de abril de 2013

Eras tu a claridade

O tempo, subitamente solto
pelas ruas e pelos dias,
como a onda de uma tempestade
a arrastar o mundo,
mostra-me o quanto te amei
antes de te conhecer.
Eram os teus olhos,
labirintos de água,
terra, fogo, ar,
que eu amava
quando imaginava que amava.
Era a tua
voz que dizia
as palavras da vida.
Era o teu rosto.
Era a tua pele.
Antes de te conhecer,
existias nas árvores
e nos montes e nas nuvens
que olhava ao fim da tarde.
Muito longe de mim,
dentro de mim,
eras tu a claridade.

José Luís Peixoto
Pintura de Andrei Markin

domingo, 28 de abril de 2013

Sei um ninho

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.
Mas escusam de me atentar,
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...

Miguel Torga
Pintura de M.J.Marinho

quarta-feira, 24 de abril de 2013



Se não te demorares muito, esperarei por ti toda a vida…

Oscar Wilde
Pintura de Vladimir Volegov

terça-feira, 23 de abril de 2013

Feliz Dia do Livro


Quem mal lê, mal ouve, mal fala, mal vê…

Monteiro Lobato
(imagem retirada da net)

segunda-feira, 22 de abril de 2013


Gosto das coisas belas, claras e simples,
das grandes ternuras perfeitas,
das doces compreensões silenciosas…

Florbela Espanca
Pintura de Sylvie Fortin


quarta-feira, 17 de abril de 2013

É tempo de Primavera



É tempo de primavera, de um novo início. De uma nova perspectiva. Tempo em que tudo nasce, em que tudo se desenvolve. Tempo de escolhas. Tempo de reflexão. Tempo de iniciar a jornada. Uma jornada que me leva ao infinito. Ou não. Em que a estrada é frágil, mas iluminada. Em que o caminhar é inseguro, mas com fé. Em que o tempo é tempo. E o que eu fizer com ele vai contar sempre a meu favor.
Com a primavera, um novo início se abre. Não quero saber o que é, não posso controlar a vida. Percorrer o caminho é a única certeza que tenho nesta estrada tão atribulada…

(desconheço o autor da pintura)

 

terça-feira, 16 de abril de 2013

O Chapéuzinho




A menina comprou um chapéu
E pô-lo devagarinho...
Nele nasceram papoilas,
Dois pássaros fizeram ninho.
Chapéu de palha de trigo
Que a foice um dia cortou,
Na cabeça da menina
O trigo ressuscitou.
Depois tirou o chapéu,
Tirou-o devagarinho,
Não vão murchar as papoilas,
Não se vá espantar o ninho.
E, chapéuzinho na mão,
De cabeça levantada,
A menina olhou o sol
Como a dizer-lhe: Obrigada!

Matilde Rosa Araújo
Pintura de Sally Swatland


Em qualquer situação da vida, não podemos esquecer que se vemos o amanhecer, é porque a noite já passou…

Padre Fábio de Melo
Pintura de Robert Hagan

domingo, 14 de abril de 2013

Amor Impossível

Eu vivo de um amor impossível,
De um abraço impossível,
De um beijo impossível.
Eu vivo de te tocar nos meus sonhos
E no mais profundo de mim
Sentir o teu calor,
Sentir o teu corpo contra o meu,
Trazendo essa emoção
Que as palavras não sabem dizer.
Eu vivo dessas viagens irreais
Onde só estamos os dois,
De mãos dadas,
Com toda a beleza desse sentimento
Que me faz bem e mal ao mesmo tempo.
Eu vivo desse amor,
De ti,
De impossibilidades
De ver as estrelas ao teu lado.
Tudo isso
Porque tu chegáste à minha vida
Tarde demais.

Letícia Thompson
Pintura de Sally Rosenbaum

quarta-feira, 10 de abril de 2013


É necessário abrir os olhos e perceber as coisas boas dentro de nós, onde os sentimentos não precisam de motivos nem os desejos de razão…
 
 
Clarice Lispector
Pintura de Aldo Luongo

terça-feira, 2 de abril de 2013

Eric Kayser no Chiado, em Lisboa


A segunda Eric Kayser de Lisboa, abriu o ano passado no Chiado, nos 300 m2, divididos em dois pisos, da que foi a antiga Livraria Portugal.  Eric Kayser é um reputado pasteleiro francês, que há 15 anos dá nome a uma cadeia internacional de padarias e  pastelarias.  Na suas lojas, aqui em Lisboa, podemos apreciar uma enorme variedade de pão e bolos, como pão tradicional, confeccionado com um fermento especial,  pão de nozes, de queijo, de figos, croissants feitos com a mais pura manteiga, tartes com fruta da época, e muitas delícias doces e salgadas para qualquer hora do dia.
Diariamente, até às 11 horas, há um pequeno-almoço parisiense e, ao fim de semana e feriados, até às 15 horas, podemos deliciar-nos com um magnífico brunch.
ERIC KAYSER
R. do Carmo, 70, Lisboa

 

segunda-feira, 1 de abril de 2013


Um lugar pertence a quem nele parar por um momento, a quem o contemplar e depois seguir o seu caminho...

Pat Conroy
Pintura de Lucia Sarto