Aqui, partilho afectos.
E escrevo o que penso, do que gosto, do que me inspira.


sexta-feira, 31 de maio de 2013

Colher o dia


Colher o dia…
É esse meu desejo para sempre:
Colher o dia!
Colher cada dia que eu tiver.
Colher de forma intensa.
Como se ele fosse a melhor
E mais farta colheita de minha vida.
E na verdade
Nunca sabemos se haverá outra…
Provavelmente sim,
Mas colherei hoje o melhor de mim.


Pintura de Steve Hanks

segunda-feira, 27 de maio de 2013


Orgulho-me de ser humana, de ter a capacidade de me emocionar, de me doar, chorar, sentir e, também, fraquejar. Orgulho-me por ter entendido que não faço nada sozinha. É que nós precisamos, sim, dos outros para viver. E é aí que exercitamos uma das coisas mais bonitas desta vida: a humildade…

Clarissa Corrêa

Pintura de Alexander Averin

sexta-feira, 24 de maio de 2013


Preciso de magia. Não consigo viver a preto e branco…

Friedrich Nietzsche

Pintura de Richard S. Johson

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O Chalet des Iles



Em Paris, à beira de um lago, em pleno coração do Bois de Vincennes, existe um restaurante singular: o “Chalet des iles”.
A história deste Chalet suíço remonta a 1847, quando o exército prussiano que estava instalado no Bois de Vincennes, foi expulso por Napoleão III, que o mandou limpar. Foi então arranjado por Adolphe Alphand e Gabriel Davioud, que criaram lagos artificiais e pequenas pontes, permitindo aos residentes, agradáveis passeios de domingo. A cidade de Paris fez posteriormente a aquisição do Chalet suíço para a Exposição Universal de 1867, que marcou o apogeu do Segundo Império. A cidade de Paris decidiu colocar o edifício precisamente na Ilha de Reuilly, tornando-o num kiosque onde se vendia limonada, e bolas de gelado, enquanto uma orquestra tocava no seu interior e, lá fora se jogava mini-golf.
Anos mais tarde, Jean-Michel Calvert e Jean-Baptiste Aubertin apaixonam-se por este Chalet e decidiram dar-lhe mais vida, num desafio que consistiu em conservar o seu ambiente acolhedor e bucólico, mas ao mesmo tempo com um toque contemporâneo, sublimado pela vista sobre os lagos e jardins, tornando-o um grande sucesso.
Este delicioso Chalet é, desde então, um restaurante elegante, naturalmente chic, com uma cozinha audaciosa inspirada nos pratos tradicionais franceses.

Le Chalet des Iles, Lac du Bois de Bologne, Paris




terça-feira, 21 de maio de 2013



A alma é reconhecida nos pequenos detalhes, nas cores que guardamos aos poucos, nas belezas que o vento sopra. A alma é reconhecida no amor que doamos, na entrega do ser, na essência bruta do nosso próprio existir (...)
Curvo-me diante da plenitude desse tempo bom, que deixa marcas mas leva a dor. Só assim é que agradeço, pelo ar, pelo brilho, pelo sonho que ainda guardo.
 
Wanderly Frota
Pintura de J. Roman Frances

sexta-feira, 17 de maio de 2013



Devemos controlar o leme da nossa mente para, em quaisquer circunstâncias, permanecermos alegres, confiantes e felizes, e jamais permitirmos que o desespero ou o desânimo se apodere de nós.

Masaharu Taniguchi
Pintura de Heide Presse

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Depois da tempestade



E quando a tempestade tiver passado,
mal te lembrarás de ter conseguido atravessá-la,
de ter conseguido sobreviver.
Nem sequer terás a certeza de a tormenta
ter realmente chegado ao fim.
Mas uma coisa é certa:
Quando saíres da tempestade
já não serás a mesma pessoa.
Só assim as tempestades fazem sentido…

Haruki Murakami
Pintura de Edward Hopper

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Em Todos os Jardins



Em todos os jardins hei-de florir,
Em todos beberei a lua cheia,
Quando enfim no meu fim eu possuir
Todas as praias onde o mar ondeia.

Um dia serei eu o mar e a areia,
A tudo quanto existe me hei-de unir,
E o meu sangue arrasta em cada veia
Esse abraço que um dia há-de abrir.

Então receberei no meu desejo
Todo o fogo que habita na floresta
Conhecido por mim como num beijo.

Então serei o ritmo das paisagens,
A secreta abundância dessa festa
Que eu via prometida nas imagens.

Sophia de Mello Breyner
Pintura de Garmash

terça-feira, 14 de maio de 2013



Ando com uma vontade tão grande de receber todos os afectos, todos os carinhos, todas as atenções…
Quero colo, quero beijo, abraço apertado, mensagens na madrugada, quero flores, quero doces… quero parar de me doar, e começar a receber...

Caio Fernando de Abreu
Pintura de Garmash

segunda-feira, 13 de maio de 2013



Porque há ainda no mundo,
graças a Deus,
almas onde eu gosto de me reflectir,
almas de sinceridade
e de pureza, sobre as quais
adoro debruçar a minha...

Florbela Espanca
Pintura de Vladimir Volegov

sexta-feira, 10 de maio de 2013

10 de Maio - Dia Internacional do Lupus


Tenho Lupus Eritematoso Sistémico, uma doença auto-imune, e o Lupus ensinou-me a viver a vida no presente, a viver com as minhas limitações, e eu quase já nem dou por elas. Aprendi a viver com a dor, aprendi a andar ao ritmo da doença, e consegui. Hoje, só faço o que posso, e adoro viver!



terça-feira, 7 de maio de 2013



Dai-me Senhor, a perseverança das ondas do mar, que fazem de cada recuo, um ponto de partida para um novo avançar…

Cecília Meireles
Pintura de Sally Swatland

domingo, 5 de maio de 2013

Feliz Dia da Mãe

Mãe... São três letras apenas
As desse nome bendito.
Também o céu tem três letras
E nelas cabe o infinito.
Para louvar a nossa mãe,
Todo bem que se disser,
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer.
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus,
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!

Mário Quintana
Pintura de Vladimir Volegov

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Le Muguet, ou Lírio-do-Vale



 



Hoje começa o mês de Maio. Por tradição, em França, no primeiro de Maio oferece-se um ramo de lírio-do-vale (muguet) para dar sorte, pois esta flor floresce normalmente por volta desta data.
O lírio-do-vale é a flor da felicidade. E conta a lenda que uma flor de lírio-do-vale um dia se tomou de amores por um rouxinol que vinha todos os dias ao vale e, poisado no ramo de uma árvore, alegrava tudo em redor com o seu canto maravilhoso. Como a flor do lírio-do-vale era muito tímida, escondia-se por entre as ervas para o ouvir cantar. Mas, um dia, o rouxinol deixou de aparecer. O lírio-do-vale esperou-o dia após dia, em vão. Cheio de tristeza, o lírio-do-vale deixou então de florir, e só voltou a dar flores em Maio, quando o seu amigo rouxinol regressava ao vale, o que enchia de felicidade o lírio-do-vale que, assim se tornou a flor da felicidade.
O lírio-do-vale é um símbolo de humildade que aparece muitas vezes reproduzido em pinturas religiosas. Existe também um simbolismo religioso ligado ao lírio-do-vale, pois segundo uma lenda cristã foram as lágrimas de Nossa Senhora que se transformaram em flor enquanto ela chorava aos pés da cruz a morte de seu filho Jesus. É por esta razão que a flor é também conhecida pelo nome de "lágrimas de Maria".
(imagem da net)