Aqui, partilho afectos.
E escrevo o que penso, do que gosto, do que me inspira.


domingo, 30 de junho de 2013

Reticências...

 
Gosto de reticências... os três pontinhos intermitentes que sugerem que nada está fechado, que nada acabou, que algo ainda pode acontecer. Tal como a vida, onde nada está definido, onde tudo está em construção. Vivo assim... numa eterna reticência... tanto ainda por dizer, tanto ainda por fazer... gosto da expectativa da continuação....

Pintura de Richard S. Johnson

sexta-feira, 28 de junho de 2013

O Ascensor da Bica



Assinala-se hoje, dia 28 de Junho, o 121.º aniversário da inauguração do Ascensor da Bica.
Este ascensor, produto da Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa, foi inaugurado no dia 28 de Junho de 1892, estabelecendo, então como ainda hoje, ligação entre a Rua de S. Paulo e o Largo do Calhariz.
Inicialmente funcionava através do sistema tramway-cabo e máquinas a vapor, que asseguraram o serviço até ao momento em que foi decidida a electrificação do sistema, em 1914.
Anos mais tarde, em 1916, durante os trabalhos de assentamento de um dos novos carros sobre os carris, um acidente precipitou-o de encontro à Estação da Rua de S. Paulo provocando danos avultados. Em consequência, o Ascensor da Bica permaneceu inactivo durante vários anos até que, em 1923, foi decidido retomar o seu funcionamento.
O sistema então adoptado previa que os carros, desprovidos de órgãos próprios de locomoção e com caixas de bancos transversais repartidos por três compartimentos dispostos em “plateia”, fossem accionados por um motor instalado num subterrâneo da Estação do Largo do Calhariz.
Em Junho de 1927 o Ascensor da Bica retomava o serviço, sendo já, nesta data, propriedade da CARRIS, por, em finais do ano anterior, a Nova Companhia dos Ascensores Mecânicos de Lisboa se ter dissolvido, tendo transferido para a CARRIS, não apenas a concessão de que era proprietária, mas, também, todo o seu material fixo e circulante.
Tal como os seus congéneres das Calçadas do Lavra e da Glória, o Ascensor da Bica está classificado, desde Fevereiro de 2002, como Monumento Nacional e detêm o privilégio de ter sido um dos primeiros transportes que Lisboa possuiu defrontando com êxito uma das suas encostas mais íngremes.





segunda-feira, 24 de junho de 2013


Levo no peito todos os sorrisos e lágrimas que já distribuí. Levo na alma tudo o que me é fundamental. Trago comigo as boas lembranças e algumas marcas, e cicatrizes que não se desfazem com o passar do tempo. Mas sei que um dia tudo vai ficar mais claro, mais tranquilo, mais cheio de harmonia…

Clarissa Corrêa
Pintura de Anna Rose Bain


terça-feira, 11 de junho de 2013

A vida...


A vida surpreende-nos sempre. Com coisas boas e más, bonitas  e feias. Com sorrisos e lágrimas. Com presentes e com sustos. A vida, foi-nos dada para a vivermos o melhor que pudermos. Com coragem.  Enfrentando cada desafio com a cabeça erguida. E quando tivermos que a baixar, que seja para rezar.
As decepções da vida devem ser utilizadas para nos fazer reflectir, e nunca esmorecer, pois a vida acaba sempre por nos surpreender.
Na minha vida, tenho passado por muitas tristezas, por muitas dores, por muitas decepções, mas continuo a achar que vale a pena viver. A vida é emocionante e fascinante, e pulsa com toda a força no meu coração.


Pintura de Alexey Slusar

segunda-feira, 10 de junho de 2013


Em cada novo dia, corto as fitas, reverencio o céu, reinauguro a alma...

Pe Fábio de Melo
Pintura de Kim Starr

domingo, 9 de junho de 2013

Lisboa está em Festa

 
Junho é o mês dos Santos Populares, e das Festas de Lisboa, que tem assim este mês a maior manifestação da cultura e tradição da capital portuguesa. Todos os dias, a todas as horas, quer nos espaços públicos mais emblemáticos da cidade quer nas ruas dos bairros históricos, há sempre alguma coisa a acontecer: animações de rua, concertos de fado, teatro e espectáculos. E todas as noites, os vários bairros de Lisboa organizam os Arraiais Populares. Pelos pátios e ruas engalanadas da cidade canta-se e dança-se ao som de música popular, saboreia-se sardinha assada, chouriço e caldo verde, bem acompanhados por cerveja e bom vinho.

(fotos retiradas da net)


sábado, 8 de junho de 2013


O optimismo tem as suas raízes no tempo. A esperança tem as suas raízes na eternidade. O optimismo alimenta-se de grandes coisas. Sem elas, morre. A esperança alimenta-se de pequenas coisas. Nas pequenas coisas ela floresce…

Rubem Alves
Pintura de Garmash

quinta-feira, 6 de junho de 2013


...Mas como menina teimosa que sou, ainda insisto em desentortar os caminhos. Em construir castelos sem pensar nos ventos. Em buscar verdades, enquanto elas tentam fugir de mim. A manter o meu bouquet de sorrisos no rosto, sem perder a vontade de antes. Porque aprendi, que a vida, apesar de bruta, é meio mágica, dá sempre para tirar um coelho da cartola. E refaço, colo, pinto e bordo. E lá vou eu, nas minhas tentativas, às vezes meio cegas, às vezes meio burras, tentar acertar os passos. Sem me preocupar se a próxima etapa será o tombo ou o voo...

Caio F. Abreu

Pintura de Daniel Gerhartz