Aqui, partilho afectos.
E escrevo o que penso, do que gosto, do que me inspira.


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Canção de Outono


Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...

Tu és folha de outono
voando pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
E vou por este caminho,
certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...

Cecília Meireles

Pintura de Leonid Afremov

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

É a vida...


Na vida, temos que nos reinventar a cada minuto, porque o mundo muda num instante, e não há tempo para olhar para trás. Por vezes, a mudança é-nos imposta, outras vezes, simplesmente acontece. Então fazemos o melhor que podemos: mudamos, adaptamo-nos, e criamos novas versões de nós mesmos…


Pintura de Emerico Toth

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A memória do coração


A memória do coração elimina as más recordações e magnifica as boas, e graças a esse artifício, conseguimos superar o passado.


Gabriel García Márquez

terça-feira, 30 de setembro de 2014

Navegando...


Apesar dos ventos não serem favoráveis, eu coloco o meu barquinho no mar. Eu coloco e vou navegando, vencendo ondas, vencendo rochedos, vencendo abismos. Vou com o meu barquinho pelas tempestades, e sei que encontrarei um porto seguro com um sorriso na praia, à minha espera…

Caio Augusto Leite

Pintura de Alexei Adamov

sábado, 20 de setembro de 2014

Hoje é o meu Dia


Amanhã posso estar triste, posso decepcionar-me e até mesmo desiludir-me, mas hoje… hoje sou feliz. Feliz pelo que sou e pelo que tenho agora e, mesmo que só por um dia, esquecer-me do que ainda não conquistei.
Hoje permito-me sentir uma felicidade espontânea, despreocupada, sem anseios. Uma felicidade pura, porque hoje é dia de não me importar com o que aconteceu ontem, ou o que será do amanhã.
Hoje é dia de viver o presente. E esperar que ele seja um presente que eu saiba receber, agradecer, e disfrutar com sabedoria, prazer e alegria.

Hoje é o meu dia. Dia de mais um aniversário. Dia de celebrar a minha vida.

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Notícias da Blanche


Os anos passaram, e de repente, a minha gatinha começou a apresentar comportamentos diferentes, que nos fez perceber que efectivamente está velhinha. Como sabem, a minha gatinha Blanche fez 20 anos em Fevereiro, e apesar de ter tido sempre saúde, comida de qualidade, carinho e muito amor, já se começa a notar bastante o peso da idade. O envelhecimento chegou com algumas alterações comportamentais e fisiológicas, que geraram a necessidade de algumas mudanças no quotidiano, para lhe garantir uma boa qualidade de vida.

Na parte comportamental, a partir dos 20 anos, já começaram a ser notadas alterações no seu modo de agir, tornando-se ainda mais selectiva com a alimentação. Também começou a ficar menos activa, e sem aptidão para as escaladas e excursões a lugares altos. A higiene também começou a ficar comprometida e, por isso, a ter escovagens mais frequentes para a fazer sentir-se limpa e mais confortável. 
Actualmente já apresenta sintomas da chamada Síndrome da Disfunção Cognitiva ou Doença de Alzheimer dos animais, que se caracteriza por alterações na capacidade cognitiva, que se vai deteriorando. A Blanche às vezes já não sabe onde está, confunde-se nos corredores de casa e já esqueceu algumas coisas que aprendeu durante a vida. Passou a interagir menos connosco, embora vocalize mais do que era habitual. 
Tentamos por todos os meios fazer com que se sinta feliz, e nunca esquecemos que aquela gatinha fofa e activa de antigamente, merece muita atenção, carinho e ainda mais cuidados nesta fase da vida. Esta é uma forma de retribuirmos todas as alegrias e bons momentos passados ao longo de 20 anos ao lado da nossa querida Blanche.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Violeta, Viola Odorata, ou Violeta-de-Cheiro


Um dos meus grandes afectos são as violetas, que cresciam nas hortas e pomares da minha infância. Como eu gostava dessas florzinhas lindas, singelas e perfumadas… Nunca mais as vi, desde há muitos anos, mas pesquisando na internet, aprendi algumas curiosidades sobre elas.
As violetas são muito populares desde a Grécia Antiga. Simbolizavam a paixão que Zeus nutria pela sua sacerdotisa, Io. Mas Hera, sua esposa, louca de ciúmes, transformou-a numa bezerrinha. Zeus, imediatamente, cobriu os campos de violetas, honrando o perfume da sua querida amada. O Imperador Heliogábalo, que governou Roma no século III, era fanático por violetas, mandando decorar o palácio com elas, e usando-a nos vinhos e pratos favoritos. Também tomava banhos aromatizados com as suas flores preferidas.
As violetas também eram as flores favoritas da Imperatriz Josefina, primeira esposa de Napoleão Bonaparte, que foi enterrada com um colar de violetas frescas. Mais tarde quando Napoleão Bonaparte partiu para o exílio, na Ilha de Elba, deixou violetas no túmulo de Josefina.
As violetas crescem naturalmente nas clareiras dos bosques do sul da Europa, e em toda a região mediterrânica. Usada no período Vitoriano, para a fabricação de perfumes, as variedades “Parma” e “Victória” são as mais aproveitadas, usando folhas e flores colhidas manualmente.
As pétalas, conservadas em caldas açucaradas, aromatizam xaropes e são utilizadas em doces de vários tipos.

No paisagismo ficam lindas em canteiros protegidos do sol excessivo e próximos de caminhos para aproveitar seu aroma.




sábado, 19 de julho de 2014

Gratidão


Acredito que tudo nesta vida tem um propósito. E que há pessoas que chegam à nossa vida por um propósito também. Ou porque as necessitamos, ou porque têm algo para nos ensinar, ou para partilhar connosco, ou simplesmente, para serem o nosso Anjo da Guarda. Hoje quero deixar aqui uma espécie de homenagem, em jeito de gratidão a uma pessoa muito importante para mim, que tem estado comigo em momentos muito difíceis, delicados, duros, dolorosos, e sempre com uma palavra de conforto, de esperança. A essa pessoa, o meu Anjo da Guarda, que me faz acreditar que há sempre um ponto de luz branca em cada momento negro, que não me deixa perder a esperança, que me faz acreditar que em cada revés tem que haver algo bom, eu quero agradecer, do fundo do meu coração. 
Mas, às  vezes é tão difícil expressar com palavras tudo o que sentimos... por isso, ao meu querido Anjo da Guarda, quero dizer simplesmente... Obrigada, por tudo!

Pintura de Ann Marie Bone

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Sou assim...


Ainda tenho em mim todos os sonhos do mundo e sei que vou continuar sempre assim.
Tenho vontade de todos os dias fazer uma festa e dar umas boas gargalhadas. Tenho vontade de viajar, ir para Paris, Veneza, Florença, Sevilha… Vontade de tirar um curso de fotografia. Vontade de escrever. Vontade de tanta coisa ainda… Vontade de simplesmente viver.
Tenho vontade de viver cada dia como se fosse o último, à minha maneira, é claro. O que significa, com tranquilidade, e alegria.
A verdade é que há quem não entenda porque sou assim, porque sou tranquila e sempre bem com a vida.
Muitas vezes penso como seria mais fácil não ter esta mania que faço tudo, aguento tudo, lido bem com tudo, ou quase. Esta mania de dar a volta às coisas e arranjar forças, sabe Deus onde, para enfrentar os desafios e as tormentas com um sorriso na cara. Às vezes penso como gostaria de ser como toda a gente, e dizer que não entendo, não percebo, não sei fazer, não consigo, é impossível, que estou cansada, estou doente, hoje não... E ficar igualmente bem “na fotografia”. Confesso que até há alturas, em que me sinto cansada, desanimada, saturada, mas sou uma lutadora, está-me no sangue. E é afinal com orgulho que costumo dizer que herdei isso da minha avó.
Não me interessa se os outros reconhecem, valorizam, admiram. Eu sou assim. Geralmente deito-me com a felicidade na alma e a sensação de que sou uma excelente pessoa, fabulosa até, modéstia à parte. E isso a mim basta-me. Saber que sou assim. E que vou continuar a sonhar com as festas que gostava de dar, com viagens que gostava de fazer, a lugares fantásticos com hotéis fabulosos, com pequenos nadas que me fazem feliz, com finais de tarde a comer um gelado a ver o mar.
Vou continuar a fazer com que cada dia seja diferente e especial, vou continuar a querer ser sempre melhor, vou continuar a dar de mim tudo o que sou e tenho. Sem medos, sem falsidades, sem capas, sem fingimentos. Só sei ser assim e gosto muito de mim assim. 

Pintura de Lois Bender

sexta-feira, 6 de junho de 2014

As Cegonhas do Cabo Sardão


O Cabo Sardão, é  um tesouro natural,  um ponto de visita obrigatório para quem se aproxima do ponto mais ocidental da costa alentejana, entre Almograve e Zambujeira do Mar. Do Cabo Sardão, cujo farol entrou em funcionamento em 1915, abre-se uma janela privilegiada para o mar e suas falésias, onde as cegonhas brancas construíram o seu “reino”, sobre ninhos aparentemente indestrutíveis…




domingo, 18 de maio de 2014

De amor andamos todos precisados

 
Pois de amor andamos todos precisados, em dose tal que nos alegre, nos reumanize, nos corrija, nos dê paciência e esperança, força, capacidade de entender, perdoar, ir para a frente. Amor que seja navio, casa, coisa cintilante, que nos vacine contra o feio, o errado, o triste, o mau, o absurdo e o mais que estamos vivendo ou presenciando...

Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Às vezes em sonho triste


Às vezes, em sonho triste
Nos meus desejos existe
Longinquamente um país
Onde ser feliz consiste
Apenas em ser feliz.
Vive-se como se nasce
Sem o querer nem saber.
Nessa ilusão de viver
O tempo morre e renasce
Sem que o sintamos correr.
O sentir e o desejar
São banidos dessa terra.
O amor não é amor
Nesse país por onde erra
Meu longínquo divagar.
Nem se sonha nem se vive:
É uma infância sem fim.
Parece que se revive
Tão suave é viver assim
Nesse impossível jardim.

Fernando  Pessoa
Pintura de Kathy Fincher


sábado, 10 de maio de 2014

Hoje é o Dia Mundial do Lupus

 
Hoje, 10 de Maio, comemora-se o Dia Mundial do Lupus. O Lupus é uma doença auto-imune, na qual o sistema imunológico, que normalmente protege o nosso corpo, se vira contra si próprio e ataca-o, provocando inflamação e alteração do sistema afectado. Não existe causa conhecida, e não existe cura. O Lupus é uma doença crónica. A mim, tem-me acompanhado ao longo da minha vida. Já me pregou alguns sustos e por causa dele vivo permanentemente com dores articulares. Nunca me queixo, pois as dores são minhas e só a mim dizem respeito. Ao longo da minha vida sempre fui uma pessoa alegre, apaixonada pela vida, apesar de tudo. Tenho algumas limitações, é claro, mas tento superá-las com muita força de vontade. Mas, é difícil ter Lupus. Porque o Lupus não se vê, a não ser que faça estragos visíveis. E é muito difícil as pessoas compreenderem algo que não se vê. E como é que alguém pode compreender se temos aparência normal, ar saudável, podemos andar, trabalhar, ir às compras...
Mas o Lupus está no nosso interior, e só quem tem sabe como é difícil fazer tudo isto. Como é difícil levantar pela manhã, quando muitas vezes nem sabemos onde estamos nem que dia é da semana. Como é difícil ir trabalhar, ir ao supermercado e carregar os sacos das compras. Como doem os pés, as pernas, as costas, as mãos, quase tudo...
E, se tudo o que queremos muitas vezes é ficar quietas, sem nos mexermos, sem fazer nada, porque nos sentimos exaustas, todos acham que é preguiça.
E se engordamos, é sempre porque comemos demais, ou o que não devemos, ou porque não fazemos exercício físico... Nunca é porque temos Lupus.
Na realidade, o Lupus fez de mim uma pessoa forte, muito mais forte do que alguma vez poderia imaginar, fez de mim uma lutadora, mas não me tornou insensível à indiferença nem à incompreensão dos outros.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Guardador de rebanhos


Sou um guardador de rebanhos
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

Por isso quando num dia de calor
Me sinto triste de gozá-lo tanto
E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz.

Alberto Caeiro

Pintura de Audrey Ficociello

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Pequena elegia chamada domingo


O domingo era uma coisa pequena.
Uma coisa tão pequena
que cabia inteirinha nos teus olhos.
Nas tuas mãos
estavam os montes e os rios
e as nuvens.
Mas as rosas,
as rosas estavam na tua boca.

Hoje os montes e os rios
e as nuvens
não vêm nas tuas mãos.
(Se ao menos elas viessem
sem montes e sem nuvens
e sem rios...)
O domingo está apenas nos meus olhos
e é grande.
Os montes estão distantes e ocultam
os rios e as nuvens
e as rosas.

Eugénio de Andrade, in “As mãos e os frutos” (1948)



quinta-feira, 1 de maio de 2014

1º de Maio - Dia do Muguet ou Lírio do Vale



O muguet, ou lírio do vale, viajou muito (dizem que do Japão), ate chegar a França, à corte do Rei Charles IX, a quem o ofereceram. E o rei gostou tanto do seu perfume e da sua originalidade, que a partir daquele ano de 1561, instaurou o costume de se oferecer o muguet às Damas da Corte, quando começava a florescer, no mês de Maio, como amuleto, para trazer boa sorte.
O muguet é uma plantinha perfumada, formada por pequeninas campainhas brancas entre uma folhagem grande e verde. Nasce nos bosques nos meses de Maio e Junho.
Em França, é tradição no dia 1º de Maio oferecer aos amigos e familiares "un brin de Muguet" que segundo reza a lenda, dá sorte a quem o receber.
Então, para todos, aqui deixo o meu raminho de muguet. Boa sorte!

 



quarta-feira, 23 de abril de 2014

Dia Mundial do Livro


Por decisão da UNESCO, o Dia Mundial do Livro é comemorado, desde 1996, a 23 de Abril. Trata-se de uma data simbólica para a literatura, já que, segundo os vários calendários, neste dia desapareceram importantes escritores como Cervantes e Shakespeare.
A ideia da comemoração teve origem na Catalunha. A 23 de Abril, dia de São Jorge, uma rosa é oferecida a quem comprar um livro. Mais recentemente, a troca de uma rosa por um livro tornou-se uma tradição em vários países do mundo.


Pintura de Scott Mattlin

sábado, 19 de abril de 2014

Feliz Páscoa!

 
Páscoa... Tempo de renascer com Jesus Cristo, de reflectir sobre o verdadeiro sentido da vida, de renovar esperanças, de celebrar. Desejo a todos uma Páscoa Feliz e que Deus nos ilumine, sempre.

Pintura de Francesco Conti, 1709

sexta-feira, 4 de abril de 2014

A curva dos teus olhos


A curva dos teus olhos dá a volta ao meu peito
É uma dança de roda e de doçura.
Berço nocturno e auréola do tempo,
Se já não sei tudo o que vivi
É que os teus olhos não me viram sempre.

Folhas do dia e musgos do orvalho,
Hastes de brisas, sorrisos de perfume,
Asas de luz cobrindo o mundo inteiro,
Barcos de céu e barcos do mar,
Caçadores dos sons e nascentes das cores.

Perfume esparso de um manancial de auroras
Abandonado sobre a palha dos astros,
Como o dia depende da inocência
O mundo inteiro depende dos teus olhos
E todo o meu sangue corre no teu olhar.

Paul Eluard, in "Algumas das Palavras"

Pintura de Yuri Yarosh

quinta-feira, 27 de março de 2014

Há dias assim...


Porque há dias em que só um abraço apetece. Em que um só abraço bastava para sossegar. Dias em que o mundo nos quer vencer pelo cansaço.
Há dias em que era mesmo isso, um abraço. Um abraço que acalma e protege…
Há dias assim, de um abraço que falta.

Rita Leston

Pintura de Jessica Zemsk

segunda-feira, 24 de março de 2014

Tudo passa...


As nuvens no céu passam,
assim como as águas do rio ou do mar,
tudo passa também por nós,
a alegria e o pesar.
Como nuvens passageiras
ou as águas a rolar…

Mirna Rosa

Pintura de Hocine Ziani

sexta-feira, 14 de março de 2014

Parabéns, Filho!


Na minha vida, nada é mais importante que tu. És a minha alegria maior, o meu bem mais precioso, o meu sol. Tudo o que faço e tenho feito é a pensar na tua felicidade, e, por falar em felicidade, hoje é mesmo um dia feliz, que precisa ser comemorado com grande alegria.
Hoje é o teu aniversário, filho… Parabéns! 
Hoje é o teu dia, e eu desejo-te o melhor. Desejo que acredites sempre em ti, que nunca percas o gosto pela vida, e que tenhas sempre fé e esperança. 
Desejo que vivas a vida com frescura. A beleza da vida está em coisas muito simples, tu sabes. Desejo que tenhas muitos sonhos, e vontade de os alimentar e realizar… afinal fazes 26 anos, tens uma vida inteira pela frente. 
Desejo que continues a ser a pessoa doce e maravilhosa que sempre foste. Tens um coração de ouro... E, que sejas sempre o homem sensato, amigo, carinhoso, respeitador, e de princípios, que és. Tenho muito orgulho em ti, filho, e hoje tenho a certeza de que o mundo melhorou com a tua chegada. Principalmente o meu mundo. 
Adoro-te filho, e só desejo que sejas feliz. Hoje, e sempre.

Pintura de Donald Zolan

terça-feira, 11 de março de 2014

Na luz de um outro olhar


Há dias em que a estrada é linda
E os passos não se contam
Há dias em que nos sentimos longe
Na serena luz que finda
Sem gente nem flores

Ninguém nos vê mas estamos
Somos
Ficamos
Na cor de um outro olhar

Edgardo Xavier, in “Amor despenteado”

Pintura de Diego Rivera

sexta-feira, 7 de março de 2014

As tulipas


As tulipas começaram a ser cultivadas no Império Otomano (actual Turquia), e foram levadas para a Holanda no século XVI. Quando Carolus Clusius escreveu o primeiro grande livro sobre tulipas, em 1592, estas tornaram-se  tão populares que os bolbos eram frequentemente roubados do seu jardim. Essa flor curvilínea e colorida cresceu junto com a Era de Ouro da Holanda e tornou-se popular em pinturas e festivais. Em meados do século XVII, as tulipas eram tão importantes que criaram a primeira bolha económica, chamada "tulipomania". À medida que as pessoas compravam bolbos, eles tornaram-se tão caros que passaram a ser usados como moeda, até que o mercado quebrou.
Hoje em dia, a Holanda ainda é conhecida pelas suas tulipas, sendo chamada carinhosamente a "floricultora do mundo". As flores são cultivadas em grandes e coloridos campos, e há vários festivais de tulipas em todo o país na primavera, quando os bolbos começam a florescer.
Todos os anos, os cultivadores de tulipas holandeses constroem um enorme jardim com dezenas de milhares de tulipas na Praça Dam, em Amsterdam, que se transforma,  assim, num mar de cores, onde milhares de pessoas vêm para colher um bouquet gratuito de flores. Este evento festivo define a estação de tulipas. A estação das tulipas é o período de janeiro até o final de abril quando a maioria das variedades de tulipas fica disponível nos floristas, supermercados e floriculturas. Milhares de variedades de tulipas em todas as cores do arco-íris saem da Holanda para vasos de todo o mundo. Como resultado, as tulipas tornaram-se a verdadeira flor-símbolo da Holanda.








terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Para sempre no meu coração


Às vezes a nossa vida é abençoada por pessoas tão especiais, que nos tornamos melhores e mais felizes só por termos tido a oportunidade de as conhecer, e de as termos tido na nossa vida…
Agradeço a Deus por ter conhecido a minha avó, uma pessoa excepcional, única. Uma mulher exemplar, na maneira de ser, de sentir, de viver.  Com ela aprendi o verdadeiro significado de algumas palavras que, ao longo da minha vida se foram tornando cada vez mais importantes, tais como dedicação, carinho, paciência, honestidade, simplicidade, amor, amor à família e ao próximo, solidariedade… palavras que até podem passar despercebidas, mas que são como que uma hiperligação permanente à minha avó.
Hoje, a minha avó faria 97 anos. Para ela, o meu pensamento mais bonito, o meu amor e carinho, e um lugar para sempre no meu coração.


Pintura de Nancy LaBerge Muren

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Adoro Flores


 
Adoro flores em geral, e quase todas em particular. Não sei explicar o que despertam as flores em mim. Um misto de alegria, ternura, afecto, calidez, atrevo-me a dizer mesmo felicidade. Ver flores enche-me de alegria. Sempre foi assim, desde criança.
Recordo-me do quintal da minha avó, sempre tão florido. A minha avó adorava flores, e havia sempre em cima da mesa da casa de jantar uma jarra grande com flores da época. Lembro-me da jarra, lembro-me das flores. Com a minha avó também aprendi a gostar das pequeninas flores do campo. Ela levava-me a dar passeios ao campo, onde colhíamos algumas para alegrar a casa e a nós mesmas. Ao colhê-las a minha avó dava-me sempre uma lição de botânica. Como eu gostava dos nossos passeios...
Adoro flores. E tenho sempre flores em casa, na varanda, no escritório. E quando nasce uma rosa na minha varanda, é sempre um presente da roseira que recebo com muita alegria e grandes sorrisos. E uma vontade enorme de bater palmas para celebrar a vinda ao mundo da flor, porque afinal a flor também tem uma vida. Às vezes chego mesmo a aplaudir.
Adoro flores. Adoro jardins. Mas não gosto de jardins sem flores. Jardins só verdes são tristes. O colorido das flores é uma alegria permanente.
Adoro flores. E gostaria de ter conhecido na minha vida alguém com a sensibilidade suficiente para me oferecer um ramo de flores, sem ser necessário alguma ocasião especial. Ao longo da minha vida recebi flores pouquíssimas vezes, demasiado poucas para o que elas representam para mim.
Adoro flores. Todas as flores.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Enquanto houver Esperança


Enquanto houver um fio de esperança, continuarei a sonhar.
E a realizar. E a amar. E a criar vínculos. E a espalhar afectos.

Bibiana Benites

Pintura de Tammy Laye

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Parabéns Blanche!






 
A minha gatinha Blanche faz 20 anos. E 20 anos nos gatos equivalem a 96 anos nos humanos. São muitos anos connosco, uma vida. Adoramos a Blanche, e ela não é o nosso animalzinho de estimação, pois faz parte da nossa família e sempre foi tratada com muito amor, carinho e respeito.
Apesar da sua idade, a Blanche continua a comer com apetite e ainda vê e ouve perfeitamente. Anda pela casa, mas sem correr, é claro, e já não sobe para os móveis nem sofás. Agora no Inverno sente frio e gosta de estar ao pé do aquecedor. Mas sempre que está sol, o sítio preferido dela é na varanda, onde dorme bastante ao sol. Hoje teve carinho extra e festas adicionais e celebrámos com muita alegria o seu aniversário



 



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Paris, a Cidade-Luz


Paris é desde há muito considerada a Cidade-Luz, e esse apelido remonta ao séc. XVIII, quando, por causa da subida da criminalidade ao anoitecer, o Maire (Presidente da Câmara) pediu a todos os habitantes para colocarem uma vela ou uma lamparina de óleo no parapeito das janelas a fim de iluminar completamente a cidade. Seria por essa ocasião que Paris obteve, entre os franceses, o apelido de Cidade- Luz.
No séc. XIX, por volta de 1820, o inventor da iluminação a gaz, Philippe Lebon, desenvolveu a sua invenção em Paris. A partir dessa altura, a magnífica iluminação de Paris, principalmente nas ruas comerciais, fascinava toda a Europa, ficando para sempre conhecida no mundo inteiro, como a Cidade-Luz.
Eu sou uma eterna apaixonada por Paris e para mim Paris é sem dúvida a Cidade-Luz. Como testemunho, deixo aqui uma selecção de fotos maravilhosas da autoria do meu amigo Mário, um fotógrafo excepcional que capta como poucos a luz de Paris.


Fotos de MJV – Photographie Amateur















terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A revolução da bondade


Acho que a grande revolução, e o livro "Ensaio sobre a Cegueira" fala disso, seria a revolução da bondade. Se nós, de um dia para o outro, nos descobríssemos bons, os problemas do mundo estariam resolvidos.
Claro que isso nem é uma utopia, é um disparate. Mas a consciência de que isso não acontecerá, não nos deve impedir, cada um consigo mesmo, de fazer tudo o que pode para se reger por princípios éticos. Pelo menos a sua passagem por este mundo não terá sido inútil e, mesmo que não seja extremamente útil, não terá sido perniciosa.
Quando nós olhamos para o estado em que o mundo se encontra, damo-nos conta de que há milhares e milhares de seres humanos que fizeram da sua vida uma sistemática acção perniciosa contra o resto da humanidade. Nem é preciso dar-lhes nomes.


José Saramago