Aqui, partilho afectos.
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quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

A chapelaria Azevedo Rua


Um dos meus grandes afectos, é também o chapéu. Adoro chapéus! E em Lisboa, temos uma chapelaria antiga, de uma qualidade incomparável: A chapelaria Azevedo Rua. A sua história também é muito bonita:
No auge da crise filoxera que, em 1886 dizimava o que restava das vinhas em Portugal, Manuel Aquino de Azevedo Rua, produtor de Vinho do Porto, não esmoreceu e, pedindo dinheiro emprestado a um tio padre, veio para Lisboa. Na Praça D. Pedro IV, mais conhecida por Praça do Rossio, em sociedade com um primo, abriu uma chapelaria, segundo consta, na véspera de Natal. O uso de chapéus estava então muito na moda e, era impensável sair-se à rua sem chapéu. Consoante o tipo, corte, cor e modo de usar, o chapéu era então um verdadeiro cartão de visita, com o qual se revelava o estatuto profissional e a condição social de quem o usava. Até o carácter poderia ser avaliado pelo modo de usar o chapéu. As revoluções vitoriavam-se lançando o chapéu ao ar.
Manuel Aquino acabaria por dar  sociedade a um empregado, e ainda hoje esta firma tem por sócios gerentes um descendente de cada qual, incluindo um trineto do fundador. Desde a sua fundação muitos clientes ilustres entraram pela porta da chapelaria, tais como o Rei D. Carlos, Fernando Pessoa (que acabou por dar nome a um modelo de chapéu), o cantor Tito Paris, cavaleiros tauromáquicos e actores. Os chapéus eram confeccionados na oficina das traseiras da loja. Hoje em dia, o negócio é só a venda de chapéus e outros adereços e acessórios, como bengalas, luvas, cachecóis e guarda-chuvas. A maior parte da clientela é estrangeira e o mostruário é extenso, com chapéus de todas as formas e feitios de grandes marcas estrangeiras, como Stetson, City, Borsalino, Jivago, etc.) e também da portuguesa fábrica de S. João da Madeira, que é a maior produtora mundial de chapéus.


Fonte: Lisboa, revista municipal






5 comentários:

  1. Oi Lita,aqui no Brasil não usamos muito chapéus,somente na praia ou em algum casamento,quando a noiva pede que os use,mas eu acho muito lindo uma mulher de chapéu,dá um ar de elegância.
    bjs amiga
    Adorei o texto.
    Carmen Lúcia-mamymilu.

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  2. Magnífico artigo, lindos chapéus e que história tão interessante, eu não a conhecia mana. Adorei!
    Beijinhos de Luz!
    Ana Maria

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  3. Querida amiga

    Os lugares
    que trazem em seus caminhos
    histórias de vida,
    são para mim
    os mais belos...

    Ser feliz,
    é deixar-se engravidar
    pela simplicidade da alegria.

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  4. Si en algún momento la melancolía
    llama a nuestra ventana recordemos:
    que siempre habrá un pájaro que nos cante,
    un niño que nos sonría y una mariposa
    que nos brinde su belleza…
    …y el paisaje cambiará de color.

    ¡¡Feliz mes del amor y la amistad!!

    En "Mis caricias del alma" he dejado unos presentes,
    si te apetece verlos por si alguno te pudiera encajar,
    lo dejo en tus manos. Gracias!!


    Un abrazo
    con el rocío del afecto.


    Atte.
    María del Carmen


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