Aqui, partilho afectos.
E escrevo o que penso, do que gosto, do que me inspira.


terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Para sempre no meu coração


Às vezes a nossa vida é abençoada por pessoas tão especiais, que nos tornamos melhores e mais felizes só por termos tido a oportunidade de as conhecer, e de as termos tido na nossa vida…
Agradeço a Deus por ter conhecido a minha avó, uma pessoa excepcional, única. Uma mulher exemplar, na maneira de ser, de sentir, de viver.  Com ela aprendi o verdadeiro significado de algumas palavras que, ao longo da minha vida se foram tornando cada vez mais importantes, tais como dedicação, carinho, paciência, honestidade, simplicidade, amor, amor à família e ao próximo, solidariedade… palavras que até podem passar despercebidas, mas que são como que uma hiperligação permanente à minha avó.
Hoje, a minha avó faria 97 anos. Para ela, o meu pensamento mais bonito, o meu amor e carinho, e um lugar para sempre no meu coração.


Pintura de Nancy LaBerge Muren

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Adoro Flores


 
Adoro flores em geral, e quase todas em particular. Não sei explicar o que despertam as flores em mim. Um misto de alegria, ternura, afecto, calidez, atrevo-me a dizer mesmo felicidade. Ver flores enche-me de alegria. Sempre foi assim, desde criança.
Recordo-me do quintal da minha avó, sempre tão florido. A minha avó adorava flores, e havia sempre em cima da mesa da casa de jantar uma jarra grande com flores da época. Lembro-me da jarra, lembro-me das flores. Com a minha avó também aprendi a gostar das pequeninas flores do campo. Ela levava-me a dar passeios ao campo, onde colhíamos algumas para alegrar a casa e a nós mesmas. Ao colhê-las a minha avó dava-me sempre uma lição de botânica. Como eu gostava dos nossos passeios...
Adoro flores. E tenho sempre flores em casa, na varanda, no escritório. E quando nasce uma rosa na minha varanda, é sempre um presente da roseira que recebo com muita alegria e grandes sorrisos. E uma vontade enorme de bater palmas para celebrar a vinda ao mundo da flor, porque afinal a flor também tem uma vida. Às vezes chego mesmo a aplaudir.
Adoro flores. Adoro jardins. Mas não gosto de jardins sem flores. Jardins só verdes são tristes. O colorido das flores é uma alegria permanente.
Adoro flores. E gostaria de ter conhecido na minha vida alguém com a sensibilidade suficiente para me oferecer um ramo de flores, sem ser necessário alguma ocasião especial. Ao longo da minha vida recebi flores pouquíssimas vezes, demasiado poucas para o que elas representam para mim.
Adoro flores. Todas as flores.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Enquanto houver Esperança


Enquanto houver um fio de esperança, continuarei a sonhar.
E a realizar. E a amar. E a criar vínculos. E a espalhar afectos.

Bibiana Benites

Pintura de Tammy Laye

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Parabéns Blanche!






 
A minha gatinha Blanche faz 20 anos. E 20 anos nos gatos equivalem a 96 anos nos humanos. São muitos anos connosco, uma vida. Adoramos a Blanche, e ela não é o nosso animalzinho de estimação, pois faz parte da nossa família e sempre foi tratada com muito amor, carinho e respeito.
Apesar da sua idade, a Blanche continua a comer com apetite e ainda vê e ouve perfeitamente. Anda pela casa, mas sem correr, é claro, e já não sobe para os móveis nem sofás. Agora no Inverno sente frio e gosta de estar ao pé do aquecedor. Mas sempre que está sol, o sítio preferido dela é na varanda, onde dorme bastante ao sol. Hoje teve carinho extra e festas adicionais e celebrámos com muita alegria o seu aniversário



 



quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Paris, a Cidade-Luz


Paris é desde há muito considerada a Cidade-Luz, e esse apelido remonta ao séc. XVIII, quando, por causa da subida da criminalidade ao anoitecer, o Maire (Presidente da Câmara) pediu a todos os habitantes para colocarem uma vela ou uma lamparina de óleo no parapeito das janelas a fim de iluminar completamente a cidade. Seria por essa ocasião que Paris obteve, entre os franceses, o apelido de Cidade- Luz.
No séc. XIX, por volta de 1820, o inventor da iluminação a gaz, Philippe Lebon, desenvolveu a sua invenção em Paris. A partir dessa altura, a magnífica iluminação de Paris, principalmente nas ruas comerciais, fascinava toda a Europa, ficando para sempre conhecida no mundo inteiro, como a Cidade-Luz.
Eu sou uma eterna apaixonada por Paris e para mim Paris é sem dúvida a Cidade-Luz. Como testemunho, deixo aqui uma selecção de fotos maravilhosas da autoria do meu amigo Mário, um fotógrafo excepcional que capta como poucos a luz de Paris.


Fotos de MJV – Photographie Amateur















terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A revolução da bondade


Acho que a grande revolução, e o livro "Ensaio sobre a Cegueira" fala disso, seria a revolução da bondade. Se nós, de um dia para o outro, nos descobríssemos bons, os problemas do mundo estariam resolvidos.
Claro que isso nem é uma utopia, é um disparate. Mas a consciência de que isso não acontecerá, não nos deve impedir, cada um consigo mesmo, de fazer tudo o que pode para se reger por princípios éticos. Pelo menos a sua passagem por este mundo não terá sido inútil e, mesmo que não seja extremamente útil, não terá sido perniciosa.
Quando nós olhamos para o estado em que o mundo se encontra, damo-nos conta de que há milhares e milhares de seres humanos que fizeram da sua vida uma sistemática acção perniciosa contra o resto da humanidade. Nem é preciso dar-lhes nomes.


José Saramago