Aqui, partilho afectos.
E escrevo o que penso, do que gosto, do que me inspira.


segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Canção de Outono


Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.
De que serviu tecer flores
pelas areias do chão
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando aqueles
que não se levantarão...

Tu és folha de outono
voando pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
- a melhor parte de mim.
E vou por este caminho,
certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão...

Cecília Meireles

Pintura de Leonid Afremov

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

É a vida...


Na vida, temos que nos reinventar a cada minuto, porque o mundo muda num instante, e não há tempo para olhar para trás. Por vezes, a mudança é-nos imposta, outras vezes, simplesmente acontece. Então fazemos o melhor que podemos: mudamos, adaptamo-nos, e criamos novas versões de nós mesmos…


Pintura de Emerico Toth

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

A memória do coração


A memória do coração elimina as más recordações e magnifica as boas, e graças a esse artifício, conseguimos superar o passado.


Gabriel García Márquez